Chalita terá prazo de 20 dias para se explicar

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu prazo de 20 dias para que o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) se manifeste sobre suspeitas de corrupção durante sua gestão na Secretaria de Educação de São Paulo, entre 2002 a 2006. "Houve um pedido formulado por ele (Chalita) no sentido de ter vista dos autos", afirmou ontem Gurgel. "Ele não teve esta vista no Ministério Público de São Paulo e eu deferi o pedido, na semana passada", acrescentou.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2013 | 02h06

Após a manifestação do parlamentar, Gurgel decidirá as providências que serão tomadas. Se for aberto processo criminal, a tramitação ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF) porque Chalita é deputado - ele tem foro privilegiado. O deputado nega irregularidades.

Por causa das denúncias, o Palácio do Planalto excluiu Chalita da reforma ministerial. Ele era cotado para assumir a pasta de Ciência e Tecnologia, mas sua escolha foi descartada após acusações de que teria recebido propina quando secretário, na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

As denúncias contra Chalita foram feitas pelo analista de sistemas Roberto Grobman, que alega ter prestado assessoria ao então secretário em eventos, viagens e serviços de tecnologia na área educacional. Ele afirma que o deputado, enquanto chefe da pasta, comprou por cerca de R$ 4,5 milhões um apartamento em Higienópolis.

Chalita é alvo de 11 inquéritos na Promotoria de Patrimônio Público e Social, parte deles referente a compras e contratos da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). Ontem, o presidente da fundação, Barjas Negri, determinou que sejam "verificados atos administrativos relacionados a aquisições de softwares pela instituição".

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