Chalita se apoia em Temer para manter candidatura

Deputado diz que a disputa na capital 'não tem favorito' e afirma que não recebeu nenhum convite para ministério

O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2011 | 03h05

Pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo na disputa de 2012, o deputado Gabriel Chalita afirmou ontem, em entrevista à TV Estadão, que está "muito seguro" de que será candidato. Chalita disse contar com o apoio do vice-presidente, Michel Temer, padrinho de sua candidatura, para seguir no projeto de ser prefeito da capital.

Nos bastidores, comenta-se que o deputado poderia ganhar um ministério na reforma que a presidente Dilma Rousseff pretende fazer no ano que vem, se abrir mão da eleição paulistana.

"Não há possibilidade de sair desse foco para ir a um ministério. Ela não me convidou e acho que não convidaria", afirmou. "O PMDB tem muito respeito por outros partidos, e eu acho que todo partido tem direito a ter candidato", declarou.

Hoje haverá em São Paulo um encontro dos pré-candidatos do PMDB à Câmara Municipal. Participam da reunião Chalita, Temer, o presidente da sigla, senador Valdir Raupp, e o presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi.

O ex-presidente Lula, antes de começar o tratamento de combate ao câncer, disse que gostaria de conversar com o deputado. No PT, a avaliação é que ele poderia ser o vice numa chapa encabeçada por Fernando Haddad.

Favoritos. Segundo Chalita, "não dá para falar em favorito nas eleições". "Há pessoas novas, cada um com um projeto. Qualquer um poderá ganhar."

Questionado se, na corrida por uma vaga no segundo turno, o principal adversário será o pré-candidato do PT, o ministro Fernando Haddad (Educação), Chalita o elogiou: "Tenho uma relação excelente com o Haddad. Escrevemos juntos o Fundeb".

"A briga, sob o ponto de vista de conteúdo, é ótima para a democracia. A briga de pessoas, de desconstrução de imagem, de moral, faz mal à democracia, e eu acho que os candidatos aprenderam isso na eleição presidencial que passou", completou.

Indagado se terá um discurso de oposição na eleição, afirmou: "Não quero fazer campanha de desconstrução de imagem de ninguém". O deputado disse nunca ter tido "nenhum problema com o prefeito Kassab". "Mas evidentemente São Paulo é uma cidade cheia de problemas, e eu vou falar deles."

Questionado sobre suas mudanças de partido - Chalita era do PSDB, passou pelo PSB e, neste ano, anunciou a ida para o PMDB -, disse: "Não é agradável sair de um partido e ir para outro. Acho que pior que trocar de partido é ser incoerente, mentiroso ou estar num partido apoiando candidato de outro".

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