Chalita reduz papel do PMDB na Prefeitura

Pré-candidato manterá críticas, com ou sem partidários na gestão de Gilberto Kassab

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

12 de março de 2012 | 03h08

O deputado federal e pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, manterá o tom crítico à gestão Gilberto Kassab (PSD) durante sua campanha nas eleições - independentemente da saída ou da permanência dos secretários municipais que a legenda indicou e mantém na administração kassabista. Chalita minimizou ontem a importância das pastas comandadas pelos peemedebistas.

O pré-candidato afirmou, depois de encontro com lideranças comunitárias em uma igreja evangélica no Jardim Antártica, zona norte da cidade, que avisou a Bebetto Haddad (Esportes, Lazer e Recreação) e Uebe Rezeck (Participação e Parceria) que criticará a gestão da qual fazem parte. Ele disse também que ambos sabem que não haverá ataques pessoais a Kassab.

"Não tenho essas preocupações. Nem a permanência nem a saída deles prejudica a campanha", afirmou Chalita.

Como o Estado informou ontem, Bebetto e Rezeck preferem continuar nos cargos até o fim do ano, a despeito dos apelos do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para que abandonem Kassab - dando "conforto" e apoio para Chalita.

"Eu não pedi para eles saírem. Não participei dessa conversa", disse Chalita. "Mas refleti com eles: 'Acho que hoje a gestão do prefeito Kassab não é a gestão que São Paulo merece. E vou dizer isso na campanha. Quero que vocês saibam, vocês são do PMDB, mas fiquem à vontade'."

Para o pré-candidato, as duas secretarias comandadas pelo PMDB não têm a mesma relevância das demais 27 (número que considera um excesso e promete reduzir). Chalita afirma que, mesmo ao atacar um governo apoiado pelo partido desde as eleições de 2008, não acabará por atingir os correligionários.

"O Kassab tem vinte e tantos secretários. (O PMDB) tem duas secretarias que não tem uma importância tão grande. Não são secretários muito atuantes na relação com o próprio prefeito. Não é pelo fato de criticar a administração toda que estou criticando o PMDB", minimizou.

Apoio. Chalita garantiu que o PMDB estadual e o nacional estão unidos em torno da pré-candidatura dele, que também é presidente municipal da sigla. O partido conseguiu a adesão do PSC.

Assessores de Chalita e a coordenação municipal da legenda agendaram mais 50 encontros "PMDB ouve os bairros" com líderes de comunidades, para identificar demandas dos moradores e fortalecer a candidatura, sem a ajuda de "máquinas".

 

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