Chalita: 'Embate é entre PMDB, PT e tucanos'

Para o pré-candidato peemedebista, pesquisas mostram que paulistano quer 'novas lideranças'

O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2011 | 03h03

Pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, o deputado Gabriel Chalita disse ontem que o eleitor paulistano busca "novas lideranças políticas" e que a eleição do ano que vem será definida entre três legendas: PT, PSDB e PMDB.

O parlamentar também disse que não é compulsório o apoio do PMDB ao PT num eventual segundo turno. De acordo com Chalita, a relação "harmoniosa" entre PT e PMDB poderia facilitar um entendimento entre as duas legendas na segunda etapa da disputa. "Há uma excelente relação em Brasília. Há uma tendência dessa proximidade entre os dois partidos. Mas a política é muito dinâmica. Vai depender de como a campanha vai acontecer no primeiro turno", disse.

O PSDB trabalha para ter o apoio do PMDB num segundo turno, caso Chalita não continue na disputa. A tendência, no entanto, é que o partido apoie o PT, em razão dos acordos no governo federal, costurados pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

Sem citar o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, que pretende se aliar ao PSDB ou lançar candidatura própria, Chalita afirmou que com a escolha do candidato tucano o quadro eleitoral do ano que vem estará definido.

"A decisão no PSDB também será importante e interferirá no processo", avaliou o deputado. Os tucanos dizem que pretendem promover uma prévia para escolher o candidato a prefeito, mas há na legenda pressão para que o ex-governador José Serra, desafeto de Chalita, aceite concorrer novamente à Prefeitura.

O deputado refutou ainda a ideia de que, se o ministro da Educação, Fernando Haddad, for o candidato do PT, o debate eleitoral do ano que vem será "monotemático". Assim como Haddad, Chalita tem a educação como principal bandeira, já que foi secretário da pasta entre 2003 e 2006, durante o governo do tucano Geraldo Alckmin.

"Por mais que a nossa formação inicial seja educação, e por mais importante que seja o tema, as pessoas querem saber do dia a dia, de todas as áreas. Quem quer ser prefeito de São Paulo não pode ser monotemático", declarou Chalita ao ser questionado sobre um eventual domínio do tema durante a campanha.

Marta. O pré-candidato evitou fazer comparações no cenário do PT ao afirmar que não ouviu da senadora Marta Suplicy declarações de que ela não será mais candidata. Hoje a ex-prefeita paulistana deve anunciar a sua saída da disputa, depois de pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, com quem a senadora se encontrou na segunda-feira para tratar da desistência de concorrer.

Chalita elogiou o ministro da Educação. "Eu tenho a convicção de que Haddad fará uma campanha de alto nível, se for ele o candidato", afirmou. "Haddad tem uma excelente formação, é um candidato de ótimo nível, um educador. Então a nossa expectativa é de uma campanha respeitosa, elegante", declarou.

Ele disse ainda que pesquisas recentes encomendadas pelos partidos mostram que o eleitor quer novos nomes no debate político. "O que a gente sente é que há uma busca por novidade. As pessoas querem novas lideranças na política, mas uma novidade consistente." / JULIA DUAILIBI

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