Chalita diz que 'povo não está aliado a Kassab'

Peemedebista recebe apoio do PSC e, de forma indireta, critica PT por conversas com prefeito

GUSTAVO URIBE / AGENCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2012 | 03h06

O pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, criticou ontem a atual administração da capital paulista e disse que não se aliará ao prefeito Gilberto Kassab, idealizador e presidente nacional do PSD.

Para o peemedebista, a gestão de Kassab em São Paulo é "discutível" e padece de "problemas sérios". "Eu não me aliaria ao Gilberto Kassab, já deixamos claro o tom que vamos desenvolver nesta campanha e o trabalho que a gente vai fazer", disse. "Nossa grande aliança é com o povo, e o povo não está aliado ao atual prefeito de São Paulo."

Chalita ressaltou que a cidade apresenta muitos problemas sociais e que a percepção atual da população é de "abandono" da capital paulista.

Ele evitou comentar a declaração da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que afirmou se recusar a subir no palanque com Kassab. "A Marta fala por ela."

PSC. O pré-candidato participou do anúncio do apoio do Partido Social Cristão (PSC) ao PMDB na disputa municipal. A aliança deve acrescentar ao palanque eletrônico do PMDB 40 segundos, somados aos cerca de quatro minutos a que o partido tem direito.

Chalita negou que a aliança represente a entrada da temática religiosa na campanha eleitoral, uma vez que o PSC é um partido de vertente cristã.

"Não é uma campanha religiosa, é uma campanha para a Prefeitura de São Paulo, para administrar uma cidade que é uma megalópole", afirmou, negando que temas como o aborto sejam decisivos em uma eleição municipal. "Uma eleição municipal é menos ideológica e mais ligada à gestão da cidade."

Ele considerou que o Brasil aprendeu bastante com a eleição presidencial de 2010, quando, segundo ele, o tema religioso foi tratado de forma equivocada.

"O problema da eleição de 2010 foi o da boataria. Criou-se uma rede de boataria, frases que a presidente Dilma não havia dito foram atribuídas a ela."

O pré-candidato ressaltou ter a expectativa de que a eleição em São Paulo seja "elegante e correta", sem ser de "subsolo".

Ele afirmou ainda que tem uma boa relação tanto com Dilma quanto com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e que, caso seja eleito, pretende dialogar com as duas esferas de governo.

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