Centrais sindicais planejam ato em apoio a Dilma

Mobilização vai acontecer nesta sexta-feira em portas de fábricas na região do ABC e terá um comício na Avenida Paulista, ao meio-dia

Carla Araújo e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 12h07

São Paulo - As lideranças das principais centrais sindicais - CUT, Força Sindical e UGT - planejam para a próxima sexta-feira, 26, um dia de atos de apoio à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Denominado de "nem que a vaca tussa", a mobilização vai acontecer em portas de fábricas na região do ABC e terá um comício na Avenida Paulista, ao meio-dia. A expressão foi dita por Dilma em uma agenda em Campinas na semana passada para defender os diretos trabalhistas. 

Provocada por um empresário em encontro na Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) a dizer se fará mudanças na legislação trabalhista, a presidente respondeu: "Quando se mudam as relações de trabalho, a legislação tem que mudar. Essas mudanças precisam ser feitas para garantir que todas as alterações sejam absorvidas. Agora, vamos ter clareza disso, (mudar) 13º, férias e horas extra, nem que a vaca tussa".

A fala foi uma referência à candidata do PSB, Marina Silva, que tem em seu programa de governo a proposta de modernizar a legislação trabalhista, o que é visto por muitos sindicalistas como uma ameaça à CLT.

Caberá à CUT-SP a distribuição de material de campanha da Dilma nas portas das fábricas no ABC. A UGT entregará os santinhos da petista no comércio paulista. E o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, fará atos de campanha na região do Tamanduateí. Juruna faz parte de uma das alas dissidentes da Força, já que seu presidente Miguel Torres apoia a candidatura do tucano Aécio Neves. 

Em ato de campanha nesta quarta-feira, no centro de São Paulo, o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos, anunciou a mobilização das centrais e criticou os adversários da presidente Dilma em seu discurso. 

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