Cenário: Na missão com Kassab, a trajetória política em risco

Em maio, quando o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) beijou a mão de Dilma Rousseff, aquela que antes "não tinha biografia" para ser presidente, não selou só a entrada no governo do PT, como ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Aceitou também pôr em risco seu patrimônio político, que tem como lastro o eleitorado conservador e antipetista.

Julia Duailibi - O Estado de S.Paulo

12 Junho 2013 | 02h08

Afif, que não tem mais grandes pretensões eleitorais, migrou do ninho tucano para o berço petista não pela estrutura da secretaria-ministério, com seu orçamento quase simbólico perto dos postos mais cobiçados da Esplanada. O vice aceitou o cargo para cumprir uma missão.

Amigo há mais de 20 anos de Gilberto Kassab, presidente do PSD, Afif tem uma parceria sólida com o ex-prefeito.Se sofre desgaste agora, o faz em nome do projeto partidário, que passa pelo fortalecimento de Kassab, esse sim com pretensão eleitoral em 2014. O plano do PSD não se limita à secretaria. Passa por uma pasta mais robusta, como a de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que possa abrigar Afif ou o próprio Kassab. Nesse sentido, Afif age como "soldado do partido", topando pagar sozinho o desgaste da nomeação para o ministério.

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