CENÁRIO: Mensagem de Lula é de que controle do processo se mantém da prisão

Recado do ex-presidente, preso em Curitiba, é de que Haddad recebeu todas as ferramentas para se viabilizar como 'plano B' nas eleições 2018, mas isso vai depender da forma como vai agir até desfecho do caso na Justiça Eleitoral

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2018 | 05h00

Ao dizer nesta terça-feira, 6, para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que Fernando Haddad está em “estágio probatório”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou o seguinte recado: Haddad recebeu todas as ferramentas para se viabilizar como “plano B”, mas isso vai depender da forma como vai agir até o desfecho do caso do ex-presidente na Justiça Eleitoral.

O ex-prefeito de São Paulo está com meio caminho andado. Para ser escolhido vice pela Executiva do PT, Haddad teve de vencer resistências em setores do partido que o consideram “pouco petista”. Mas ainda paira sobre o ex-prefeito a desconfiança em relação à sua (falta de) habilidade política, reforçada pela derrota no primeiro turno para João Doria (PSDB) na eleição de 2016. 

Agora, oficializado como vice, Haddad terá todos os olhos sobre si. Petistas calculam ele vai demorar cerca de um mês até que a Justiça decida sobre a elegibilidade de Lula. Qualquer escorregão pode ser fatal. Até porque outros postulantes ao posto de “plano B”, mesmo que ocultos, ainda sonham em substituir Lula na disputa presidencial. 

Além disso, ao dizer que Haddad ainda está sob observação e que “o candidato sou eu”, Lula mantém, da prisão em Curitiba, o controle do processo de sua possível substituição.

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