Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

CENÁRIO: Golpe passou pela 'fresta do azar'

Ataque a faca que feriu Bolsonaro passou pelo pequeno espaço deixado pela equipe de segurança

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2018 | 05h00

O alvo de Adelio Bispo, vestido de amarelo e erguido no ar, estava no centro do carrossel. Havia uma chance pequena, talvez única de atingi-lo – e foi isso o que aconteceu. O golpe de faca que feriu Jair Bolsonaro (PSL) passou pelo espaço que os agentes de segurança chamam de “fresta do azar”, um pequeno espaço deixado entre os integrantes da equipe que formava um círculo que gira ao redor do candidato, cobrindo os quatro ângulos mais prováveis de uma possível aproximação e abordagem. Funciona melhor em ambientes controlados. Na rua, em meio aos manifestantes, fica difícil.

A Polícia Federal designou em julho times de 20 agentes e um delegado para cuidar da segurança de cada um dos candidatos mais bem situados nas pesquisas. Grupos menores foram postos à disposição dos demais. O custo da operação será coberto com recursos da PF. O pessoal é treinado para o trabalho nos mesmos padrões do Serviço Secreto dos EUA, responsável pela garantia do presidente americano. Chegam antes aos locais dos eventos de campanha, sugerem a rota dos deslocamentos e verificam os veículos empregados que não são da frota oficial. De acordo com um dos delegados envolvidos no esquema, o risco maior é o da ação de um só homem, um anônimo saltando do meio da multidão. Alguém assim como Adelio.

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