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Cenário: Com pouco espaço no PSB, ‘marineiros’ revivem 2010

Apesar do discurso da divisão pacífica de poder, a Rede terá um espaço reduzido na máquina partidária do PSB. Apenas duas vagas foram reservadas ao grupo na direção executiva da legenda. Os nomes serão definidos pela Rede no domingo, Enquanto isso, o dirigente "marineiro" Pedro Ivo Batista já está montando com o primeiro secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, um mapa com os palanques regionais e os gargalos "programáticos" com potencial de gerar atrito entre os dois grupos.

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2013 | 02h09

O principal deles é a restrição da Rede em formar alianças com o PSDB, DEM e ruralistas. A dupla terá a missão de reduzir a área de atrito antes da próxima reunião da Executiva do PSB, que está marcada para o dia 16. Outro desafio para a coabitação é a divisão de espaços nos diretórios regionais, onde as articulações para 2014 já estão avançadas.

Antes de selar o acordo para entrar no PV em 2009, a ex-ministra Marina Silva impôs como condição que um grupo de dez pessoas formado por quadros de sua confiança deveria ter espaço garantido na direção do partido. José Luiz Penna, presidente da sigla, aceitou os termos, mas não cumpriu a promessa de dividir o poder com os "marineiros". A maioria dos escolhidos de Marina foi aos poucos se afastando do núcleo decisório da campanha e nunca chegou de fato a ter espaço no comando do PV. A ex-ministra, por sua vez, evitou o confronto e cruzou a eleição cercada de um grupo reduzido de aliados. Terminada a campanha, esses aliados começaram uma guerra aberta pelo comando do partido, mas acabaram derrotados e deixaram a legenda. "A Marina tem uma obstinação por ser candidata. Em 2010, ela acabou aceitando todas as condições impostas e se submeteu ao jogo do PV. Agora, está sendo desleal ao acordo proposto com o Campos no início e colocando sob tensão a candidatura dele", diz o sociólogo Carlos Novaes, que integrou a comissão original de "marineiros" na eleição passada. Ele lembra que antes de a ex-ministra entrar no PV foi feito um livro com as precondições.

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