Cavendish não é 'homem-bomba nem estalinho'

Nem homem-bomba, nem homem-estalinho. O advogado Técio Lins e Silva, que representa Fernando Cavendish, dono da Delta, informou ontem que o empresário não tem nada a dizer ou a contribuir com a CPI do Cachoeira, como antecipou a coluna Direto da Fonte. Lins e Silva disse que estuda se o empreiteiro ficará calado, se vai limitar suas declarações a uma exposição inicial ou solicitará habeas corpus preventivo ao Supremo Tribunal Federal.

O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2012 | 03h07

"Essa história de que ele é homem bomba não existe. Ele não é nem homem estalinho", disse Lins e Silva. "Cavendish não tem relação direta com nenhuma das pessoas investigadas nas Operações Vegas e Monte Carlo. Ele é o presidente do Conselho de Administração e não tinha relação com a gestão da empresa."

Lins e Silva ressaltou que não pretende deixar Cavendish exposto a "humilhações, tortura ou sadismo". Segundo ele, a comissão está analisando uma proposta para alterar os ritos nos depoimentos. Em vez de dispensar as testemunhas que invocam o direito ao silêncio, a CPI passaria a obrigar os depoentes a ouvir todos os questionamentos. "Mudar o rito transforma o processo num ritual de massacre e sadismo."

Lins e Silva deu pistas da estratégia da defesa do dono da Delta, repetindo que Cavendish não tinha conhecimento das atividades irregulares que o então diretor da empresa no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, promovia com Carlos Cachoeira. E cita números: a região respondia só por 4% do faturamento da Delta. / ALFREDO JUNQUEIRA

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