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Carvalho diz estar confiante na vitória de Haddad em SP

Ministro ainda acusou a campanha do tucano José Serra de recorrer a 'baixarias' para atacar petista

Vannildo Mendes e Rafael Moraes Moura - Agência Estado,

25 de outubro de 2012 | 17h30

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse estar "confiante" na vitória do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, mas acusou a campanha do tucano José Serra de estar recorrendo a "baixarias" para reverter a derrota nas urnas. "Estou bastante confiante, apesar da grande baixaria que ocorre nos últimos momentos (da campanha) em São Paulo", afirmou ele. "Estamos recebendo várias reclamações de que agentes de saúde estão visitando as famílias, alegando que, se Haddad ganhar, não vai mais haver programa de saúde da família", criticou.

Apesar de contar com vitória certa do PT em São Paulo, Carvalho não quis antecipar detalhes da comemoração que está sendo preparada pelo partido. "Não vamos falar em comemoração agora. Comemoração só após a apuração, no dia 28 à noite, se der", explicou. Segundo o ministro, apelações de adversários contra candidatos da base governista estão acontecendo em diversas partes do País. "São coisas que estamos observando no Brasil todo, adversários no desespero apelando de maneira lamentável, mas estamos confiantes", reafirmou.

Ele afirmou que o partido vai reagir à altura nesta sexta-feira. "Estamos fazendo uma campanha de esclarecimento, para amanhã, a gente fazer uma contrainformação e evitar esse tipo de jogo baixo"., informou. "Eles (dirigentes petistas) estão trabalhando lá e eu estou aqui cuidando de outras preocupações, naturalmente", ponderou.

Carvalho confirmou que a presidente Dilma Rousseff vai participar das comemorações do aniversário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começam neste sábado. Mas não tem certeza se ela estará presente no sábado porque no mesmo dia ela assumiu compromisso de participar do casamento da enteada do governador baiano Jacques Wagner, em Salvador. "A presidenta está vendo como fazer. Temos uma ideia de fazer uma comemoração (do aniversário de Lula) depois, com mais calma. Se houver alguma coisa agora, é uma coisa muito restrita por parte da presidente", desconversou.

Mensalão. O ministro não quis fazer novas avaliações sobre o julgamento do escândalo do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal e sua influência nas eleições. "Não vou falar sobre isso (agora). Vou fazer um balanço depois do julgamento e depois das eleições. Qualquer fala agora é (precipitado). Eu já dei minha opinião anteriormente e agora acho que a gente tem de esperar o resultado para fazer uma avaliação mais madura sobre os fatos", explicou. Ele se recusou também a comentar a declaração do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de que se considera preso político de um julgamento de exceção.

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