Carvalho afirma que reforma ministerial pode ficar para 2013

Ministro alega que jantar de presidente Dilma com peemedebistas é só para comemorar as parcerias eleitorais deste ano

RAFAEL MORAES MOURA, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h10

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, negou ontem que a presidente Dilma Rousseff esteja tocando uma reforma ministerial para reorganizar o espaço político dos partidos aliados. O comentário foi feito antes do jantar que Dilma ofereceria para as cúpulas do PT e do PMDB no Palácio da Alvorada na noite de ontem. Antes, Dilma encontrou-se por 4 horas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Alvorada.

"A presidenta não está falando em reforma ministerial, gente. Não tem isso", disse Carvalho a jornalistas, após participar de um seminário em Brasília. "Ela não vai tocar em reforma ministerial por enquanto. Eu, pessoalmente, acho que até o fim do ano não vai mexer nada", disse.

Indagado se o resultado das eleições municipais reforça a aliança entre PT e PMDB, Carvalho respondeu: "Sem dúvida nenhuma. O processo eleitoral, os episódios de São Paulo (o apoio no 2.º turno do peemedebista Gabriel Chalita ao ex-ministro da Educação Fernando Haddad, que acabou eleito), Belo Horizonte (a vaga de Aloísio Vasconcelos, vice do PMDB na chapa do candidato derrotado Patrus Ananias) e vários outros reforçaram essa aliança. Agora vamos ver o desdobramento disso."

Ainda de acordo com o ministro, o jantar de Dilma com as cúpulas do PT e PMDB é "muito mais um congraçamento".

Sobre a possibilidade de Chalita ocupar uma vaga na Esplanada dos Ministérios, Carvalho disse: "Não. Não sei". E a uma pergunta do Estado sobre se o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), também não poderia assumir o comando de alguma pasta, Carvalho respondeu: "Não sei. Você é muito curioso."

Nas movimentações dos bastidores, Dilma estaria incomodada com a insistência do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em deixar a pasta sem completar um ano no cargo - ele preferiria uma cadeira no próprio Planalto, à frente da Casa Civil ou da Secretaria de Relações Institucionais.

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