Cartola nega envolvimento com grupo

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, indiciado ontem pela Polícia Federal por suposto envolvimento com integrantes de organizações criminosas, disse que contratou empresa "prestadora de serviços" para obter informações "mais detalhadas acerca da vida pretérita" de uma pessoa - da qual não revela o nome - "em face da necessidade de formalizar situação jurídica de caráter eminentemente pessoal com terceira pessoa".

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h13

Del Nero afirma que essa pessoa "nada tem a ver com suas atividades de direção da Federação Paulista de Futebol" e que tudo foi feito "dentro da mais estrita legalidade, inclusive apresentando certidões e informes a todos disponíveis nos registros públicos". Ele sustenta que localizou a empresa na internet, "em publicidade comercial".

O dirigente afirma que posteriormente dispensou um serviço oferecido pela empresa que lhe causou "estranheza" - um relatório sobre "mensagens escritas enviadas a terceiros" pela pessoa que não nomina.

Del Nero afirma que os fatos citados na Operação Durkheim "nenhuma ligação têm com o Futebol, paulista ou nacional, com qualquer delito financeiro a mim imputável ou com minhas atividades de advogado".

Ele diz ter comparecido à PF "espontânea e imediatamente". Na nota enviada à imprensa, Del Nero afirma que esclareceu as suspeitas que pesam contra ele.

A advogada Priscila Correa da Fonseca não retornou as ligações da reportagem. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que não iria se manifestar por não ter tomado conhecimento da operação.

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