Carneiro sai às ruas de Salvador e Pinheiro foca debate

Os candidatos no segundo turno da eleição municipal de Salvador, o atual prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e Walter Pinheiro (PT), adotaram táticas opostas para o último dia de campanha. Apesar de estar quase afônico, Carneiro manteve a rotina de caminhadas e encontros com lideranças comunitárias pela cidade, enquanto o petista passou a manhã gravando os últimos programas eleitorais televisivos do horário gratuito e a tarde se preparando para o debate, junto com a coordenação de campanha. Carneiro começou o dia em visita ao mercado popular de São Joaquim. Depois, acompanhado do mais novo cabo eleitoral, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), terceiro colocado no primeiro turno, participou de uma carreata por bairros periféricos dos arredores de Itapuã e percorreu as ruas do bairro popular de Pernambués. Ele ainda se encontrou com pescadores no bairro do Rio Vermelho e jantou com lideranças políticas antes do debate promovido pela TV Bahia. "A idéia é manter o ritmo, para continuar forte na reta final", disse o marqueteiro da campanha da coligação "A Força do Brasil em Salvador" (PMDB-PTB-PDT-PMN-PSL-PSC-PP-PHS-PRTB), Maurício Carvalho.Em "concentração" para o debate, Pinheiro gravou programa eleitoral da televisão. Pelo mostrado na propaganda da primeira inserção do dia na TV, a ordem é atacar o adversário para tentar reverter o quadro eleitoral na última hora. Carneiro aparece na frente nas pesquisas, de acordo com o último levantamento do Datafolha - diferença de 10 pontos porcentuais nas intenções de voto. Nos dez minutos do programa, Pinheiro, da coligação "Salvador, Bahia, Brasil" (PCdoB-PV-PT-PSB), não citou nenhuma proposta de governo. Apenas abriu espaço para ele mesmo e o governador Jaques Wagner (PT) dispararem acusações contra o opositor. Os focos agora são o programa Bolsa-Família e a suposta falta de comando de Carneiro à frente da prefeitura. AcusaçõesO PT acusa o atual prefeito de não ter conseguido cadastrar, "por incompetência", "mais de 30 mil famílias que teriam direito ao benefício na cidade". Ainda na propaganda, imagens mostram o governador acusando, em comício, o prefeito de ser "de faz de conta". Pinheiro aproveitou para prometer que "Salvador não vai ter marionete". Ambos referiam-se, ainda que não explicitamente, ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). E o ministro apareceu logo depois, na propaganda de Carneiro, pedindo votos a ele. O programa do peemedebista, que no início do segundo turno era mais agressiva que a do petista, ficou mais leve. "Está chegando a hora de garantir nossas conquistas", disse o sorridente candidato, listando em seguida as principais realizações de sua administração. "Agora que arrumamos a casa, não podemos correr o risco de começar tudo de novo, de entrar em uma aventura."

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