Cargo que Evangelina ocupava era um dos mais cobiçados pelo PT

Cargo antes ocupado por Evangelina de Almeida Pinho no governo federal, a superintendência da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) em São Paulo é um dos postos mais cobiçados por integrantes do PT no Estado. Antes mesmo de deixar o comando da SPU na capital paulista para assumir uma assessoria no órgão em Brasília no começo do ano, Evangelina já era bombardeada nos bastidores por petistas que desejavam o seu cargo.

O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2012 | 02h09

A ex-superintendente era ligada ao deputado Paulo Teixeira, da corrente petista Mensagem ao Partido, e Paulo Frateschi, secretário de organização do PT e integrante da Construindo um Novo Brasil (CNB), maior tendência no partido hoje. Com a saída de Evangelina da SPU paulista, o posto ficou com a corrente petista Novo Rumo, que indicou para o cargo Ana Lúcia dos Anjos, mulher do vereador paulistano José Américo (PT).

Evangelina deixou o governo na esteira das acusações de envolvimento com as irregularidades apontadas pela Operação Porto Seguro da Polícia Federal, que investigou quadrilha que vendia pareceres públicos para beneficiar empresas privadas.

Segundo o Boletim Estatístico de Pessoal, do Ministério do Planejamento, são 40 mil cargos do governo federal em São Paulo, mas só parte deles é de indicação política. Ao todo, há 20 mil cargos comissionados à disposição do o governo para as nomeações políticas, inclusive nos Estados.

Em São Paulo, são do PT as principais nomeações. Além da SPU, o partido controla a superintendência do Incra, com Wellington Monteiro Diniz, coordenador de movimentos populares do PT e ligado a Teixeira.

O diretor-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) também é indicado pelo partido. Mário Maurici de Lima Morais, ex-prefeito de Franco da Rocha, é ligado ao ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).

O atual representante da Funarte no Estado é Tadeu de Souza, secretário estadual de Cultura do PT. Na representação do ministério em São Paulo, está Valério Bemfica, ligado ao PPL (Partido Pátria Livre) e colocado no cargo em 2011 pela então ministra Ana de Hollanda (Cultura). Bemfica havia presidido gravadora que lançou disco dela.

Em outros cargos de importância estratégica no Estado, estão representantes de partidos aliados ao governo federal. É o caso dos escritórios paulistas da Funasa (Raze Rezek, do PMDB), do Dnit (Ricardo Rossi Madalena, do PR) e do Ministério da Agricultura (José Tadeu de Faria, do PTB), por exemplo. / J.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.