Cardozo rebate oposição e pede que PF investigue vazamentos

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem que determinou à Polícia Federal que investigue a origem do vazamento das informações da Operação Monte Carlo, que desmontou um esquema de jogos ilegais comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2012 | 03h08

Cardozo rebateu as críticas da oposição de que estaria havendo "vazamento seletivo" de diálogos interceptados pela PF na operação para proteger políticos alinhados ao governo.

"O ministério é radicalmente contrário a qualquer vazamento, pouco importa se ocorre em favorecimento de pessoas que apoiam o governo, vinculadas a partidos da oposição, do governo. E garanto que no período em que o processo esteve exclusivamente na Polícia Federal nunca se vazou nada", afirmou o ministro. "Pedi ao diretor-geral da PF (Leandro Daiello) que apurasse a origem dos vazamentos. Se detectarmos isso, evidentemente agiremos na forma da lei", disse.

Suspeitos. Após a prisão de Cachoeira, vazaram conversas do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor. Outros parlamentares e dois ex-assessores do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), são suspeitos de ligação com Cachoeira.

Os diálogos da Monte Carlo revelam também proximidade de auxiliares do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com o contraventor.

"Os que acreditam que os vazamentos visavam a prejudicar membros da oposição seguramente agora vão ter de repensar melhor as críticas que fazem", reagiu Cardozo, que evitou analisar as suspeitas que envolvem o governador petista.

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