Cardozo rebate oposição e pede que PF apure vazamentos

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem que determinou à Polícia Federal que investigue a origem do vazamento das informações da Operação Monte Carlo, que desmontou um esquema de jogos ilegais comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2012 | 03h07

Cardozo rebateu as críticas da oposição de que estaria havendo "vazamento seletivo" de diálogos interceptados pela Polícia Federal na operação para proteger políticos alinhados ao governo. "O ministério é radicalmente contrário a qualquer vazamento, pouco importa se ocorre em favorecimento de pessoas que apoiam o governo, vinculadas a partidos da oposição, do governo. E garanto que no período em que o processo esteve exclusivamente na Polícia Federal nunca se vazou nada", afirmou o ministro. "Pedi ao diretor-geral da PF (Leandro Daiello) que apurasse a origem dos vazamentos. Se detectarmos isso, evidentemente agiremos na forma da lei", disse.

Suspeitos. Após a prisão de Cachoeira, em fevereiro, vazaram conversas do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor. Outros parlamentares e dois ex-assessores do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), são suspeitos de ligação com Cachoeira.

Os diálogos da Monte Carlo revelam também a proximidade de auxiliares do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com o contraventor.

"Os que acreditam que os vazamentos visavam a prejudicar membros da oposição seguramente agora vão ter de repensar melhor as críticas que fazem", reagiu Cardozo, que evitou analisar as suspeitas que envolvem o governador petista. "Não posso avaliar isso", disse o ministro.

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