Cardozo afirma que rebaixamento da Petrobrás é 'episódico'

Ministro da Justiça comentou recente avaliação de crédito da estatal divulgado por agência estrangeira e afirmou que presidente fará debate 'propositivo', nesta sexta

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 14h43

 Rio - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira, 23, que o rebaixamento da nota de crédito da Petrobrás recentemente pela agência de classificação Moody's é "meramente episódico".

"A Petrobrás é uma grande empresa, sólida, que tem um futuro longo pela frente com o pré-sal.  Não se pode depreciar uma empresa como a Petrobrás, com a perspectiva que ela tem dentro de si e que os brasileiros esperam dela", declarou a jornalistas no Windsor Barra, hotel na zona oeste do Rio onde a equipe de campanha da presidente Dilma Rousseff está concentrada.

Debate. Cardozo irá participar nesta quinta de reuniões com a equipe de campanha para definir estratégias para o debate eleitoral de amanhã, pela TV Globo. Ele se hospedou no hotel nesta quinta, enquanto a candidata está no Windsor Barra com a sua equipe mais próxima desde terça-feira. 

A campanha da petista, segundo ele, fará um debate "propositivo" e "bem elucidativo". "Estamos muito confiantes de que sairemos com a vitória do debate". A avaliação é de que o governo atual tem propostas para uma análise comparativa do histórico dos governos petista e tucano.

A respeito do acordo feito na Justiça Eleitoral entre as campanhas de Dilma e Aécio Neves (PSDB) para que se faça um debate propositivo no horário eleitoral, disse que trata-se de "um dos primeiros casos de mediação que existiu". 

O ministro negou o uso da máquina pública na atual eleição. "Aliás, o Tribunal (Superior Eleitoral) está aí para coibir. Se houver uso da máquina que se puna", disse. A respeito de inaugurações que estão sendo feitas por ministros, disse ser "natural". "É absolutamente natural dentro de um processo de administrativo. Quem não pode participar são candidatos. O ministro tem participar, tem que inaugurar, tem que fazer".

Sobre informações de que o governo federal está segurando a divulgação de dados que podem afetar a campanha de Dilma, afirmou que não se trata se atraso, mas uma questão de metodologia.

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