Canoas tem 150 detidos por 'bandeiraços'

Candidatos intensificam campanha depois do acirramento nas pesquisas

Sandra Hahn, Agência Estado

26 de outubro de 2008 | 18h27

Pelo menos 150 pessoas foram detidas neste domingo, 26, em Canoas, cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, por ações consideradas de boca-de-urna pela Brigada Militar. O delito que gerou a maior parte das ocorrências foi o "bandeiraço", segundo o comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Rodolfo Pacheco. O comandante disse que a BM usou o contingente habitual da cidade - cujo número não revelou - e recebeu o reforço de cem homens de outros municípios, o que tornou mais efetiva a fiscalização.   Pacheco lembrou que a BM recebeu solicitação do juiz coordenador da eleição para intensificar a fiscalização. Em reunião com a BM no começo do segundo turno, as coordenações de campanha dos dois candidatos que disputaram a eleição pediram atenção maior da corporação para coibir possível violência entre os militantes. O comandante-geral da BM, Paulo Mendes, esteve em Canoas pela manhã, reunido no 15º Batalhão, para onde foram levados os detidos. Todos foram liberados após assinar um termo circunstanciado. Também houve um caso de transporte ilegal de eleitores, que foi encaminhado à delegacia de polícia, disse Pacheco.   A disputa eleitoral no município se tornou mais acirrada nos últimos dias antes da votação, com pesquisa indicando redução da diferença entre os candidatos, Jairo Jorge (PT) e Jurandir Maciel (PTB).

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