Candidatura exigiu superar perda da reeleição, diz Marta

A candidata Marta Suplicy seemocionou nesta segunda-feira ao afirmar que teve dificuldadeem aceitar concorrer à prefeitura pelo PT nesta eleição porquefoi "muito sofrido" perder a corrida pela reeleição há quatroanos. Ela anunciou que lança no dia 10 de setembro, pouco menosde um mês antes do primeiro turno, um livro autobiográficorelatando seu período à frente da prefeitura de São Paulo entre2001 e 2004. "Quando eu estava ministra (Turismo) e fui cogitada pelopartido em sair para prefeita, eu já tinha um pouco virado apágina na questão prefeita porque foi muito sofrido para mimperder a eleição. Tive que fazer um trabalho muito grande paraaceitar ser candidata de novo", disse Marta durante sabatinarealizada pelo jornal O Estado de São Paulo. Ela afirmou ainda que a decisão foi tomada em um dia em queela aterrissou no aeroporto de Congonhas e levou uma hora emeia para chegar em casa, no Jardim Europa, após enfrentar otrânsito da cidade. Prometeu mais uma vez que cumprirá osquatro anos do mandato. Ao falar sobre o lançamento do livro, Marta relatou que aemoção quase a impediu de escrever a publicação e que esperaque não atrapalhe sua candidatura. "Foi difícil, eu chorava", disse a candidata. Ela explicou que, durante a redação do livro, sentia o pesodo que poderia ter feito pela cidade se tivesse sido reeleitaem 2004, quando perdeu para José Serra (PSDB), atual governadorpaulista, que deixou a prefeitura para o vice, Gilberto Kassab(DEM), candidato nesta eleição. "Quando você percebe o que a cidade poderia ter caminhado enão caminhou, dava muita tristeza, então eu não conseguiafazer", contou, citando iniciativas como o Ceu Saúde e outrasna área de transporte. Marta disse que vai relatar muitas situações desconhecidasda imprensa, como a conversa que teve com atual deputadofederal pelo PT Jilmar Tatto, na época secretário de Transportedo município, sobre a greve de motoristas de ônibus no momentoda criação do bilhete único. "Olhei bem para ele (Jilmar) e disse: a gente não veio aquia passeio. Nós vamos peitar. Se não tivesse peitado, não teriabilhete único", contou. No livro, ela explica ainda decisões, relata conversas esituações difíceis. "Espero que não atrapalhe (a candidatura) e que ajude emalgumas coisas. Até pensei em por (lançar) depois, mas ficoupronto agora, vai agora."(Reportagem de Carmen Munari)

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