Candidatos no Rio pregam entendimento com Lula e Cabral

Este foi um dos temas mais freqüentes durante a série de sabatinas que o 'Grupo Estado' realizou nesta semana

03 de setembro de 2008 | 07h38

O entendimento entre os governos municipal, estadual e federal em prol da cidade do Rio de Janeiro foi um dos temas mais freqüentes durante a série de sabatinas que o Grupo Estado realizou com candidatos à  prefeitura do Rio. De maneira geral, eles vêem necessidade nesse entendimento em prol do município - que já foi capital e também um Estado, o da Guanabara.  Veja Também:Saúde e segurança são principais bandeiras de candidatos no RioEspecial: Perfil dos candidatos As regras para as eleições municipais    Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro O candidato do PMDB, Eduardo Paes, apoiado pelo governador Sérgio Cabral, sem citar nominalmente o atual prefeito Cesar Maia (DEM), um dos principais nomes da oposição a Cabral e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrou que as relações hoje entre eles não são das mais tranqüilas. "Chega de tanto conflito, chega de tanta picuinha no Rio de Janeiro", disse Paes. Jandira Feghali (PCdoB) acusou a atual gestão de ser autoritária e isolada e não se relacionar com a Presidência da República e nem com o governo estadual". A colaboração entre as três esferas de governo foi defendida até por candidatos de oposição aos governos estadual e federal, como Solange Amaral (DEM), cujo padrinho é Cesar Maia. Para ela, "o mosquito (da dengue) é nacional" e disse que seu primeiro ato, caso seja eleita, será ir ao Palácio do Planalto pedir o apoio de Lula para a área de saúde e transportes. Ela disse que pretende fazer o mesmo também com o governador. Solange se apresentou como defensora da harmonia. "Não fui eu quem chamou o presidente Lula de chefe de quadrilha", disse ela, referindo-se a Paes, que antes de ir para a base do governo, foi um dos mais destacados deputados oposicionistas na CPI dos Correios em 2005, quando estava no PSDB. Na sabatina ao Grupo Estado, Paes afirmou que "adoraria" ter o apoio do presidente em um eventual segundo turno. No primeiro turno, Paes entende que o presidente deverá ficar "eqüidistante" dos os candidatos da sua base política, que inclui além dele próprio, Jandira, o candidato do PT, Alessandro Molon, e do PRB, Marcelo Crivella. Chico Alencar (PSOL) chamou o grupo de "lulodependentes" ao desqualificar o pedido de Jandira de união das esquerdas em torno de nome da comunista. Jandira também enfatizou a necessidade de colaboração com os governos municipal e federal durante vários momentos de sua sabatina. Lembrou que apóia Lula desde 1989 e disse que talvez alguns candidatos fossem crianças nessa época, numa referência, sem citar nomes ao petista Molon. "Não preciso ficar disputando imagem de Lula na TV", completou, também disparando contra Molon, mais novo e que reivindica que somente a propaganda do seu partido, por ser também o do presidente, pode usar as imagens de Lula. Molon disse que, se eleito, no dia seguinte ao resultado vai procurar os governos federal e estadual para discutir uma ação integrada, a fim de evitar uma nova epidemia de dengue na cidade no ano que vem. Crivella chegou a se declarar responsável, na sabatina, por aproximar Cabral do presidente Lula. Mas cutucou o governador ao dizer que quando era senador no primeiro mandato de Lula, Cabral votava contra o governo ou não votava. Mesmo na oposição, Fernando Gabeira (PV) e Alencar também vêem necessidade de colaboração com outras esferas de governo, em áreas como saúde e segurança.

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