Rodrigo Féliz Leal/Divulgação/Ratinho Junior
Rodrigo Féliz Leal/Divulgação/Ratinho Junior

Candidatos no Paraná fazem passeatas e carreatas no último dia de campanha

Chuva que começou a cair em Curitiba no fim da manhã atrapalhou atos dos postulantes ao Palácio Iguaçu; partidários de Bolsonaro também fizeram campanha

Katna Baran, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2018 | 17h53

CURITIBA - O último dia de campanha eleitoral no Paraná, neste sábado, 6, foi marcado por passeatas e carreatas dos principais candidatos ao governo do Estado, em Curitiba. A chuva que começou a cair na capital no final da manhã, no entanto, atrapalhou a agenda de postulantes ao cargo nas eleições 2018.

Favorito na disputa, Ratinho Junior (PSD) caminhou pela rua XV de Novembro, calçadão no centro de Curitiba, no final da manhã, acompanhado do pai, o apresentador de TV Ratinho, e de candidatos da sua chapa. Tentando vencer a eleição ainda no primeiro turno, o candidato se limitou a falar do clima de campanha, criticando os ataques que recebeu.

"Fizemos uma campanha propositiva, com diálogo e contato direto com a população (...) Acredito no apoio dos paranaenses porque, apesar de termos sido atacados por adversários, rebatemos com propostas, falamos dos projetos que precisam ser tocados para desenvolver o Paraná", afirmou. Depois, Ratinho Junior participou de um ato com apoiadores de campanha.

O candidato do PSD tem se preocupado com as abstenções e votos nulos ou brancos, que, em grande quantidade, poderiam levar a eleição para o segundo turno. Nesta sexta-feira, 5, em evento com motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba, Ratinho Junior fez um apelo para que os eleitores não deixem de votar. "Se o cidadão não escolher seu candidato, outra pessoa vai escolher por ele. Por isso peço que o eleitor vote."

Disputando uma vaga num eventual segundo turno, a atual governadora Cida Borghetti (PP) e o deputado federal João Arruda (MDB) investiram em carreatas neste sábado. Mas tiveram os planos comprometidos com a chuva que começou a cair na capital paranaense no fim da manhã. Cida acabou cancelando alguns atos, participou de reuniões e, já à tarde, seguiu para Maringá, no norte do Estado, onde vota no domingo.

Em seu discurso final, a governadora exaltou as mulheres, tentando atrair o voto feminino, e disse que a expectativa pelo segundo turno é positiva. "Estou desde cedo caminhando pelos bairros de Curitiba (...) Agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de trabalhar pelas crianças, pelas mulheres, fazer com que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa", declarou.

Cida participou dos atos acompanhada de apoiadores e seu candidato a vice-governador, Coronel Malucelli (PMN), que vestia uma camiseta com a imagem do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O PSL tem candidato próprio ao governo do Paraná, Ogier Buchi, mas o partido desistiu da candidatura e tenta barrar o nome dele na Justiça. A determinação surgiu depois que Bolsonaro declarou apoio a Ratinho Junior na eleição estadual.

Além de caminhar e fazer carreata por Curitiba e região, João Arruda (MDB) esteve, já às 6h30, no Mercado das Flores na Ceasa da capital. Acompanhado de candidatos a deputado da sua chapa, ele reafirmou que representa a oposição aos principais adversários, a quem, durante toda a campanha, ligou à imagem do ex-governador Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado que foi preso - e libertado - durante a campanha.

"No primeiro turno, teve candidato que se escondeu atrás da propaganda, fugiu de debates e não se explicou ao paranaense sobre como pode ter participado do governo Richa e não ter ficado sabendo dos crimes que lá eram cometidos. No segundo turno, é cara a cara, não tem para onde fugir, vamos discutir o Paraná e comparar as trajetórias", disse o candidato.

Apoiadores de Bolsonaro fazem carreta em Curitiba

Partidários do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, também realizaram uma carreata neste sábado em Curitiba. Eles se concentraram no Parque Barigui e seguiram até o estacionamento da loja Havan localizada na Linha Verde. Na chegada, agradeceram ao gerente do estabelecimento por, segundo eles, ceder o local para finalizar o ato. O dono da empresa, Luciano Hang, foi proibido pela Justiça a pressionar funcionários a votar no candidato do PSL. Procurada, a assessoria da empresa não confirmou se o local foi cedido aos apoiadores de Bolsonaro.

Com bandeiras do Brasil e usando camisetas com a foto do candidato, o grupo criticava o PT usando um carro de som. "Tenha orgulho dessa bandeira. Não vamos deixar essa bandeira ser vermelha jamais", diziam no microfone partidários do candidato do PSL.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.