Candidatos falam sobre habitação no rádio e trocam acusações

Marta destaca obras do PAC, Kassab ressalta o Cidade Limpa e Alckmin reforça a preocupação com mais pobres

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

08 de setembro de 2008 | 09h29

A candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) aproveitou o programa eleitoral do rádio desta segunda-feira para falar sobre habitação. A petista ressaltou os investimentos federais na cidade, na área de urbanização, viabilizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Marta também destacou ações de sua antiga gestão, como a regularização de 160 favelas e 42 loteamentos e propôs a criação de um novo bairro próximo à Barra Funda. No quadro "Cascatas do Kassab", a petista afirmou que a ação governamental contra a venda de gasolina adulterada está sendo feita no âmbito federal, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), e não pelas prefeituras, que apenas colaboram com a força-tarefa.   Veja também: Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor    O atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), também destacou a urbanização de favelas e citou como exemplo Paraisópolis. Ele ressaltou ainda o programa Cidade Limpa. "Não precisa de tecnologia e grandes investimentos, só basta querer. Hoje, o programa é exemplo para outras cidades", gabou-se o prefeito. Kassab também manteve os habituais ataques à Marta Suplicy. Além de acabar com as taxas criadas pela petista, o candidato afirmou que limpou a "sujeira que estava debaixo do tapete". Como exemplo, citou as lojas de carros importados que funcionavam sem licença, os bingos, a venda de gasolina adulterada e o comércio ilegal em torno dos caça-níqueis.   O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, aproveitou o programa para falar sobre desigualdade social e reforçar sua preocupação com a população mais necessitada da cidade. O candidato propôs a ampliação dos programas de transferência de renda, como o Ação Família, e prometeu estimular a iniciativa privada para investir em programas de inclusão e educação."Os que mais precisam não são invisíveis para mim", afirmou Alckmin.   O ex-governador Paulo Maluf (PP) defendeu-se das acusações de desvio de verbas públicas e afirmou que em quarenta anos de política seu patrimônio não aumentou. "Quantos podem dizer a mesma coisa?", perguntou o candidato. Ele disse ainda que as acusações contra ele nunca foram provadas e insistiu na volta do Plano de Atendimento à Saúde (PAS).   Soninha Francine, do PPS, também falou sobre habitação e propôs a requalificação das Cohabs, com mais opções de lazer e conforto. Já Levy Fidelix, do PRTB, voltou a insistir na implantação do Aerotrem.   Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), ressaltou durante o programa que foi preso político na ditadura militar e contou com palavras de apoio de Plínio Arruda Sampaio, candidato do PSOL a governador em 2006. Edmilson Costa, do PCB, acusou os "candidatos dos ricos e poderosos" de ter mais espaço na mídia e de boicotarem a candidatura comunista.   Renato Reichmann (PMN) prometeu meia tarifa de ônibus para os estudante durante todo o ano, e não apenas nos dias letivos. Já Ciro Moura, da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), propôs a implantação do Plus - Plano Municipal de Saúde de Livre Escolha, que envolve o credenciamento de profissionais da prefeitura em instituições particulares. E Anaí Caproni (PCO) não participou do programa eleitoral.

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