Candidatos evitam ataques no horário eleitoral desta quinta

Enquanto Marina respondeu a perguntas e Dilma falou sobre segurança, Aécio Neves se coloca como 'mudança' real

O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 21h31

Os três principais candidatos à Presidência da República deixaram os ataques de lado e destacaram suas realizações durante o horário eleitoral desta quinta-feira, 11. Enquanto Aécio Neves focalizou em Minas Gerais e Dilma Rousseff nas realizações do governo federal, Marina Silva usou o espaço na televisão para esclarecer questões que os adversários têm usado para atacá-la.

"Vamos trabalhar com as melhores cabeças", repetiu a candidata do PSB na propaganda. Entre as explicações que fez, garantiu que o Bolsa Família continuará, se eleita, e que os royalties do pré-sal serão divididos para educação e saúde. Sobre a autonomia do Banco Central, principal embate dos últimos dias com o PT, garantiu que a independência da instituição será usada para contratar técnicos e trabalhar sem a interferência de políticos.

Aécio Neves puxou para o tema educação, citando que 93% das crianças em Minas Gerais com 8 anos idade sabem ler. No final de seu tempo, aproveitou para tentar ligar PT e PSB, relembrando o eleitor que Marina Silva foi petista - e estava no partido durante o período do escândalo do mensalão - e hoje está unida com uma legenda que até pouco tempo atrás apoiava a base governista. "Aécio é a verdadeira mudança", afirma a propaganda.

Dilma Rousseff falou de segurança e, como vem prometendo, mostrou que quer tirar dos Estados a total responsabilidade sobre o tema. "O governo federal não pode se contentar mais em ser apenas um repassador de verbas. Só interessa ao crime organizado a fragmentação da segurança pública", diz a petista. 

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