Candidatos de SP usam sites para atacar adversários

Em resposta a Serra, Haddad fez vídeo ciritcando ações da gestão Kassab

Daiene Cardoso, da Agência Estado

24 de agosto de 2012 | 19h21

Os candidatos à sucessão municipal em São Paulo exploram o potencial de seus sites na internet para disseminar ideias e, principalmente, para alfinetar os adversários. Enquanto o petista Fernando Haddad ironiza as proibições implementadas na gestão de Gilberto Kassab (PSD), o candidato do PSDB José Serra oferece jogo para entreter o internauta e vídeos para criticar as propostas dos oponentes. O site de Paulinho da Força (PDT) denuncia a falha ocorrida na quinta-feira, 23, no Metrô de São Paulo e o peemedebista Gabriel Chalita usa até cumprimento africano para chamar a atenção do eleitorado na rede e teorizar sobre a desigualdade na metrópole.

Após o episódio da divulgação do rap comparando o tucano José Serra a Adolf Hitler, a campanha petista publicou agora a "Marchinha do Proibidão", uma crítica às medidas do atual prefeito. O vídeo mostra um grupo de músicos cantarolando o refrão "Você sabe onde é que fica a cidade proibida, você sabe, é no reino do Kassab!". A marchinha lista as proibições mais polêmicas da administração Kassab. "Proibiu o músico de rua, proibiu a feira popular, proibiu o feirante de gritar. Proibiu a sopa, o ovo mole da padaria e com Serra ele quer continuar", diz a marchinha. "Não, não, não! Tá proibidão! Serra e Kassab de novo não", emenda a música.

O site da campanha tucana oferece o aplicativo lúdico do "Tucaninho", no qual o internauta comanda o voo da ave sobre a cidade, alimenta o pássaro e evita que ele atinja obstáculos (como construções e helicópteros). Serra também usa vídeos para criticar as propostas dos adversários. Em um deles, a campanha ataca a proposta petista de acabar com a taxa de inspeção veicular. "Imagine um cidadão no ônibus sabendo que está pagando a conta do carrão ali do lado. É injusto, não acha?", questiona o locutor.

Em um vídeo de apresentação da sua candidatura, Gabriel Chalita introduz ao internauta a palavra "Sawa Bona", um cumprimento africano que significa "Eu vejo você". "A existência só ganha significado quando a gente é visto, é respeitado", teoriza o candidato. "Na nossa cidade também é assim, há milhões de paulistanos que são tratados como invisíveis", complementa. O peemedebista segue prometendo acabar com as "cidades invisíveis que se escondem nas grandes metrópoles", disse, numa referência às desigualdades que existem na cidade. "Mas nós podemos mudar essa história. Na internet, nas redes sociais, os muros vão caindo e as pontes vão surgindo para que todos tenham voz", filosofa.

Falha no metrô. Voltado para o eleitorado de baixa renda, o site de Celso Russomanno (PRB) aposta no clipe com um jingle em ritmo popular. Com o refrão "É dez, é dez", o clipe mostra o candidato no corpo-a-corpo com eleitores e cenas de seu antigo quadro de defesa do consumidor na TV Record. "Defendendo o nosso povo, nova história para a cidade", diz o jingle.

Um dos destaques do site de Paulinho da Força (PDT) é a denúncia de uma falha ocorrida nessa quinta no Metrô de São Paulo. "Essa falha é um exemplo da falta de respeito do governo com a sociedade, já que não existem outros meios de transporte público eficientes para resolver o problema de forma imediata", critica a campanha. O texto, em primeira pessoa, destaca o projeto do pedetista de levar as ofertas de emprego para a periferia através de incentivo fiscal. "Se nada for feito, a tendência é que um dia a mobilidade urbana não exista mais e as pessoas perderão o simples direito de ir e vir", prevê.

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