Candidatos de Porto Alegre trocam farpas em debate

Os candidatos à prefeitura de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT), mantiveram a estratégia de comparar a administração atual do peemedebista, que busca a reeleição, e as anteriores, da Frente Popular (1989 a 2004), que quer voltar a comandar a capital gaúcha, durante debate de hoje na TV Pampa. Ambos evitaram ataques pessoais e limitaram-se a trocar algumas farpas políticas. Maria do Rosário tentou colar a imagem do concorrente à do governo federal de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que teria enviado poucos recursos à cidade, então governada pelo PT, e à do atual governo estadual, de Yeda Crusius (PSDB), de baixa popularidade. Fogaça, porém, lembrou que o PT, ao qual Maria do Rosário é filiada, "mandou a Ford embora" quando estava no governo do Estado, em 1999, referindo-se à perspectiva de cortes de incentivos fiscais que levou a empresa a buscar os benefícios na Bahia. O prefeito também respondeu com bom humor a cada vez que a concorrente dizia que, como deputada federal, buscou recursos da União para a capital gaúcha. "Será uma grande satisfação trabalhar como prefeito contando com a senhora como parlamentar aliada em Brasília", provocou. Na seqüência, Maria do Rosário acusou Fogaça de ter se mobilizado pouco, como senador por 16 anos, pelos projetos municipais.Um dos temas mais polêmicos da discussão foi a situação das finanças públicas no início de 2005, quando Fogaça, agora candidato pela coligação "Cidade Melhor - Futuro Melhor" (PTB-PSDC-PMDB-PDT), assumiu. O prefeito disse que herdou do PT um caixa de R$ 60 milhões, mas com dívidas de R$ 175 milhões e necessidade de três anos consecutivos de superávit para recuperar o crédito com organismos internacionais. InvestimentosJá a candidata da coligação "Frente Popular" (PSL-PTC-PRB-PT) sustentou que, com a arrecadação de R$ 2 bilhões de 2005, era possível abater as dívidas e fazer pelo menos parte dos investimentos que ficaram para 2008. "O senhor tem sido um prefeito de véspera de eleição", afirmou, referindo-se aos projetos que deslancharam na fase final do governo. Fogaça respondeu que na democracia a construção de projetos exige discussão com a comunidade, até que haja consenso.Em suas perguntas e respostas, Fogaça insistiu em preservar a estratégia de sua campanha, de dizer que teve de colocar a casa em ordem para depois fazer obras. "Hoje Porto Alegre tem perspectivas", disse. Maria do Rosário afirmou que a administração petista deixou a prefeitura com contas controladas e projetos prontos, que o atual prefeito só teve o trabalho de tocar, sem a velocidade desejável.

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