Candidatos de Manaus querem evitar ataques no 2º turno

Os dois candidatos a prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB) e Serafim Corrêa (PSB), prometem se ignorar durante essa nova fase de campanha. Seus coordenadores de campanha pretendem concentrar o programa eleitoral nas propostas e, cada um, conquistar o eleitorado do outro, detectado no mapeamento dos votos de ontem. "Já sabemos que é a 1ª zona (zona sul da capital) a mais fraca em votos e os comícios, caminhadas e programas eleitorais vão tratar aquela área como prioridade", afirmou um dos coordenadores da campanha de Amazonino, Plínio Valério. "Não vamos partir ao ataque dos defeitos da administração do candidato e sim falar ainda mais claramente nossas propostas de mudança."Seguindo a tradição de, desde 1992, o prefeito de Manaus ser decidido em segundo turno, o coordenador da campanha de Serafim, Jefferson Coronel, defendeu uma campanha igual à do primeiro turno. "Vamos continuar frisando as conquistas em 3 anos e meio na prefeitura e mirar nos bairros mais periféricos, onde o adversário teve mais votos", disse. "Ataques não estão nos planos, não vamos perder tempo precioso na TV."ApoiosHoje, o candidato do PT à prefeitura, deputado federal Francisco Praciano, quarto colocado na votação de ontem, disse estar inclinado a apoiar Serafim, mas seu partido deve decidir até o fim desta semana. O vice-governador Omar Aziz (PMN), terceiro colocado na disputa, ainda não decidiu seu apoio, mas garante que vai subir em um dos dois palanques. Ambos os candidatos afirmaram aceitar de bom grado o apoio do vice-governador, sem restrições partidárias.Praciano não amargou a derrota: ensaia uma campanha para o governo do Estado e ainda tem pela frente mais dois anos na Câmara dos Deputados, em Brasília. A aliados, Aziz também disse ter sentido derrotado e garante disputar as próximas eleições à prefeitura. Até lá, com a dada como certa a candidatura de Eduardo Braga (PMDB) ao senado em 2010, caso o padrinho seja vitorioso, Aziz poderá ter pelo menos 18 meses pela frente no governo.

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