Candidatos de Fortaleza votam acompanhados de aliados

Aliados até junho, o PT e o PSB de Fortaleza romperam nestas eleições municipais e o clima entre as duas campanhas é de acirramento político

Eugênia Lopes, enviada especial de O Estado de S.Paulo,

28 de outubro de 2012 | 14h43

FORTALEZA - Empatados tecnicamente nas pesquisas de intenção de voto na disputa pela prefeitura de Fortaleza, os candidatos do PT, Elmano de Freitas, e do PSB, Roberto Cláudio, votaram na manhã deste domingo, 28, acompanhados de seus padrinhos políticos. Aliados até junho, o PT e o PSB de Fortaleza romperam nestas eleições municipais e o clima entre as duas campanhas é de acirramento político.

 

"Há um sentimento hoje na cidade de mudança. Os problemas comezinhos da cidade não foram resolvidos depois de oito anos de governo", afirmou Roberto Cláudio, que tem sua candidatura apoiada pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). "Vamos dar continuidade a um projeto que está dando certo", disse Elmano, afilhado político da atual prefeita Luizianne Lins (PT).

 

Assim como fizeram ao longo da semana, Cid e Luizianne também trocaram acusações. "O PT tem muitas tendência e esse modelo atual da prefeitura tem deixado muito a desejar", disse o governador. "Qualquer que seja o vencedor, o governo do Estado estará disponível para fazer parcerias", emendou. "O PT não é um partido de caciques nem de oligarquias", rebateu Luizianne, que acusou os Ferreira Gomes - Cid e o ex-ministro Ciro Gomes - de trair antigos aliados, como o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB). "Minha autocrítica é ter apoiar o Cid Gomes para o governo do Estado", afirmou a prefeita.

 

As ruas de Fortaleza estão tomadas por cabos eleitorais das duas campanhas. Elmano e Luizianne foram obrigados a enfrentar uma barreira de simpatizantes da candidatura de Roberto Cláudio que gritavam "mensalão" , "mensaleiros" e "cuecão" - referência ao dólares encontrados na cueca de um assessor do hoje deputado federal José Guimarães (PT), em 2005. Até 12h, 15 pessoas haviam sido presas pela Polícia Federal fazendo boca de urna.

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