Joka Madruga/Futura Press
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Candidatos de Curitiba disputam voto dos indecisos

Na manhã deste domingo, Rafael Greca (PMN) criticou o atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT), enquanto Ney Leprevost (PSD) atacou o governador paranaense Beto Richa (PSDB)

Julio Cesar Lima, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2016 | 16h44

CURITIBA - ​O ex-prefeito Rafael Greca (PMN) voltou a ser ácido com o atual prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT), que entregará o cargo no final do ano. Ao votar no final da manhã deste domingo, 30, ele pediu o apoio dos eleitores indecisos e fez um apelo. “Quero contar com os votos de todos e voltar a fazer história, a cidade está destruída, cheia de buracos e cada buraco desses fazia doer a barriga, tive que passar Cataflan na barriga”, afirmou o candidato, que tem apoio do governador Beto Richa (PSDB) e está tecnicamente empatado na última pesquisa Ibope com Ney Leprevost (PSD), na qual está com 51% enquanto seu adversário apresenta 49%.

Já Leprevost disse que governará para todos e demonstrou confiança em um resultado positivo no pleito. “Estou bem otimista, à espera de que as pessoas possam ter a certeza do voto após as divulgações das pesquisas. Quero ser o prefeito de todas as crenças, todas as etnias, classes sociais, dos moradores dos 75 bairros da cidade”, afirmou. Apesar de ser do PSD, legenda aliada do governo estadual, Ney criticou Richa e disse que colocará "as sandálias da humildade" para ter uma boa relação com o Estado.

Richa não gostou das críticas e, pouco antes de votar, disse que a chapa de Ney buscou suporte do governo estadual. “Ele e o partido dele buscaram nosso apoio, mas não pudemos atender. Depois disso, ele passou a fazer ofensas à dignidade, à honra, fez ataques pessoais, mostrou que não está preparado para governar uma cidade como Curitiba”, disse. 

O governador paraense declarou, contudo, que já estão resolvidas as divergências com o PSD, aliado do governo estadual na Assembleia Legislativa. “Conversei com as lideranças e me afirmaram que perderam o controle da campanha”, concluiu.

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