Candidatos apostam nos corredores de ônibus para SP

Em encontro, candidatos à Prefeitura têm muitas propostas para trânsito, mas todas são parecidas

CAROLINA RUHMAN E CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

22 de setembro de 2008 | 15h19

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo têm muitas propostas para o trânsito e o transporte, mas suas promessas são muito parecidas. Foi o que mostrou o encontro realizado nesta segunda-feira, 22, entre sete candidatos promovido pelo Movimento Nossa São Paulo no Sesc Consolação, no centro da capital paulista, no Dia Mundial Sem Carro. Eles abordaram os temas de transporte público, trânsito, poluição, ciclovias, respeito aos pedestres e acessibilidade para portadores de deficiências. Os corredores de ônibus são praticamente unanimidade nas propostas dos candidatos. Veja Também: Especial: Perfil dos candidatos Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Marta tem 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, diz pesquisaIbope: Veja números das últimas pesquisas Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Ivan Valente (PSOL), Renato Reichmann (PMN) e Soninha Francine (PPS) também citaram os ônibus biarticulados, fortalecimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e medidas para desviar o trânsito do centro da cidade. Marta - "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) - lembrou o plano de mobilidade urbana que elaborou quando esteve à frente do Ministério do Turismo, de olho na Copa do Mundo de 2014, e prometeu a construção de 300 quilômetros de corredores na cidade até 2014 - dois anos depois do fim de seu mandato. O plano de governo da candidata fala em 228 quilômetros entre 2009 e 2012.Kassab, por sua vez, prometeu dois corredores, um na zona norte e outro na zona sul, mas enfatizou também a necessidade de conterem áreas de ultrapassagem e não terem cruzamentos, para facilitar o fluxo. Ele também defendeu a renovação da frota, visando a acessibilidade para portadores de deficiência física.As faixas de ultrapassagem também foram citadas por Alckmin, da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), que disse ainda que quer colocar ônibus de alta capacidade para circular. Ele propôs também a sinalização sobre o tempo para chegar os ônibus e a integração com outros modais de transporte.Quase todos prometeram "investimentos maciços" no transporte público. Marta e Kassab afirmaram que pretendem investir no metrô, enquanto Alckmin restringiu suas propostas ao ônibus - que é responsabilidade da Prefeitura. Marta disse que irá colocar R$ 490 milhões por ano no Metrô caso seja eleita - outros R$ 490 milhões viriam da União e R$ 980 milhões do Estado.Já o prefeito e candidato da união "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) disse que disponibilizou R$ 1 bilhão em sua gestão para o Metrô e que o mesmo montante será destinado nos próximos quatro anos, se for reeleito. Ele ressaltou que deste valor, R$ 275 milhões já foram aplicados, mas que o total já está disponível para o investimento.Mais propostasIvan Valente, da "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), prometeu criar uma empresa pública para regulamentar o trânsito e suspender o pagamento de juros da dívida para sua renegociação. Edmilson Costa, do PCB, disse que pretende municipalizar o transporte público se eleito e reduzir gradualmente a tarifa do ônibus rumo à tarifa zero.Renato Reichmann, do PMN, citou entre suas propostas a tarifa de ônibus reduzida fora do horário de pico, a construção de alças de acesso no Rodoanel e de mais faixas de transição entre as pistas local e expressa das marginais.Soninha Francine, do PPS, defendeu uma mudança cultural pelo uso do transporte coletivo e propôs ainda a criação de uma gerência na CET para tratar da circulação de pedestres e ciclistas.

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