Candidatos ao governo do Rio evitam críticas no rádio

Primeiro dia de horário eleitoral prioriza biografias e deixa de fora menções a postulantes à Presidência

Tiago Rogero, Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 10h08

RIO - No primeiro dia de campanha no rádio, os candidatos ao governo do Rio evitaram críticas e ataques. Apesar das alianças, nenhum concorrente à Presidência da República foi citado pelos postulantes ao Palácio Guanabara - Lindbergh Farias (PT), entretanto, citou três vezes o ex-presidente Lula, mas nenhuma vez a presidente Dilma Rousseff, nos 4m38s a que tem direito.

Já os candidatos ao Senado citaram os presidenciáveis: Cesar Maia (DEM) usou gravação de Aécio Neves (PSDB) apoiando sua candidatura; o mesmo fez Carlos Lupi (PDT), com Dilma Rousseff (PT). Já Romário (PSB) exibiu uma homenagem a Eduardo Campos e repetiu sua frase: "Não vamos desistir do Brasil".

Candidato ao governo do Rio com a maior parcela de tempo, 8m57s, Luiz Fernando Pezão (PMDB) não citou Dilma, Lula ou Aécio Neves (PSDB), a quem tem apoiado no Rio, na aliança chamada de "Aezão". O programa do atual governador, que tenta a reeleição, focou na "humanização do candidato": começou com um relato de Pezão sobre seus pai e mãe, de 87 e 84 anos, que vivem em Piraí, no Sul fluminense.

Biografia. O ex-governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), participou do programa de seu candidato: "Por causa do Pezão, nosso governo conseguiu tirar muitas obras do papel, muitos sonhos", afirmou. Assim como Marcelo Crivella (PSB), Pezão procurou se apresentar como um candidato "vindo do povo": "Vim lá do interior, sou filho de gente simples e faço política para melhorar a vida dos que mais precisam", disse o atual governador.

A campanha do candidato do PRB abriu seu 1min9s ressaltando Crivella ter sido oficial do Exército, motorista de táxi, além de casado, pai e avô. "Um dos maiores vendedores de livros e CDs do Brasil", também definiu a propaganda. "Como ministro da Pesca, Crivella praticamente dobrou o número de peixes. Nunca teve um processo contra ele", encerrou o texto, lido por um locutor.

Com 2min17s, Anthony Garotinho (PR) evitou ataques diretos ao governo atual. Foi citado como o criador das Delegacias Legais, que reabriu estaleiros e "construiu quase 30 mil novas casas populares". No meio do programa, foi exibido o depoimento de uma mulher: "Tenho um neném, ganhei um enxoval completo de você, Garotinho". O candidato prometeu construir um "Rio para todos".

Lindbergh Farias (PT) não só citou nominalmente Lula duas vezes como exibiu uma mensagem gravada pelo ex-presidente, pedindo votos para o candidato. Lindbergh afirmou que existe um "muro" separando o Rio rico (zona sul e Barra da Tijuca) do Rio pobre (zonas norte e oeste da cidade, Baixada Fluminense, Niterói e demais regiões do estado).

Candidato do PSOL, Tarcísio Motta criticou a "velha política" e lançou mão, em seu 1min1s, dos nomes mais conhecidos de seu partido no Estado: os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys, e o estadual Marcelo Freixo, todos candidatos à reeleição.

Ney Nunes (PCB) defendeu a "'reestatização' de todas as empresas privatizadas no Estado". Dayse Oliveira (PSTU) prometeu o fim das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a desmilitarização da Polícia Militar.

Senado. Romário (PSB) abriu o programa afirmando que passou os últimos meses com sua equipe pensando no tema que usaria no primeiro dia de campanha no rádio, mas, com a "tragédia" da morte de Campos, optaram pela homenagem ao ex-governador de Pernambuco. "Tive o privilégio de conviver com ele, sob seu comando o Brasil teria um futuro bem melhor. Mas, como o Eduardo bem dizia, não vamos desistir de nosso País".

Cesar Maia (DEM) exibiu falas de Pezão e Aécio: "Um homem público honrado e qualificado, este é nosso candidato ao Senado Federal", disse o candidato tucano à presidência da República. Maia teve sua candidatura impugnada pelo TRE-RJ na segunda-feira, mas cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral e ele se mantém na disputa até o julgamento.

Já Carlos Lupi (PDT) citou Leonel Brizola e exibiu uma fala de Dilma: "Lupi no Senado significa compromisso com as causas populares".

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