Candidatos ao governo do Paraná trocam ofensas em 1º debate

Tucano Beto Richa (PSDB), que tenta a reeeleição, é alvo principal de Requião (PMDB) e Gleisi (PT)

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

29 de agosto de 2014 | 11h03

Curitiba (PR) - O clima pouco amistoso entre os três primeiros candidatos melhor colocados nas pesquisas de opinião, além de algumas trocas de farpas por meio dos candidatos de partidos nanicos, foi uma das marcas do primeiro debate ao governo do Paraná realizado na noite dessa quinta-feira, 28, em Curitiba (PR), pela TV Band. O governador Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, foi um dos principais alvos dos adversários, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). A segurança e a saúde, além do pedágio, foram os assuntos mais debatidos.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT), candidata apoiada pelo governo federal, foi protagonista de um dos momentos mais tensos quando respondeu ao candidato Tulio Bandeira (PRTB), que a denunciou como uma integrante de família ligada ao poder no estado, por causa de administrações em que ela e seu marido Paulo Bernardo (PT), ministro das Comunicações, realizaram juntos.

"O senhor não tem moral para chegar aqui e cobrar posicionamento, uma pessoa que responde a 30 inquéritos policiais e já foi preso por formação de quadrilha, se existe algo de novo, não é você", disse Gleisi.

O senador Roberto Requião preferiu atacar o governador Beto Richa logo em sua primeira pergunta. Disse que o estado sofria um apagão de gestão e quis contrapor números de seu governo com os do atual. "O governador Carlos Alberto derrubou mais de 40 mil empregos", disse.

"O senhor falta com a verdade mais uma vez, já está de cabelos brancos, toma jeito, já está na hora de falar a verdade", reclamou Beto Richa.

Já o PSOL, que tem o candidato Bernardo Pilotto, preferiu atirar para todo o lado. "Todos (Gleisi, Requião e Richa) representam a mesmice, defendem a mesma coisa e tem apoios e doações de banqueiros, empresários, alguns tem essas pessoas em suas chapas", finalizou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.