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Bruno Covas, Marcio França, Guilherme Boulos e Celso Russomanno votam em São Paulo Montagem/Estadão

Bruno Covas, Marcio França, Guilherme Boulos e Celso Russomanno votam em São Paulo Montagem/Estadão

Candidatos à Prefeitura de São Paulo votam e mostram confiança em vaga no segundo turno

Políticos evitam falar sobre possível apoio caso fiquem fora da disputa municipal

Redação , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Bruno Covas, Marcio França, Guilherme Boulos e Celso Russomanno votam em São Paulo Montagem/Estadão

Enquanto aguardam o resultado da eleição na cidade de São Paulo, os 13 candidatos à Prefeitura da capital paulista compareceram às urnas para votar em uma disputa que está aberta segundo a quinta pesquisa da série Ibope/Estadão/TV Globo. Nela, o atual prefeito Bruno Covas (PSDB) é favorito a um lugar no segundo turno, mas ainda há indefinição sobre seu adversário.

Em linhas gerais, todos mostraram confiança em uma presença no segundo turno da eleição, incluindo aqueles que não estão muito cotados segundo as últimas pesquisas. Além do otimismo, os concorrentes evitaram falar sobre um possível apoio no segundo turno antes de sair o resultado final da eleição e de uma tomada de decisão dos partidos e coligações.

Na pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo divulgada no sábado, ele tem 38% das intenções, considerando apenas o universo dos votos válidos (sem brancos e nulos). Ele é seguido por Guilherme Boulos (PSOL), com 16%, Celso Russomanno (Republicanos), com 13%, e Márcio França (PSB), com 13%. No bloco dos demais candidatos, Artur do Val (Patriota), chega ao fim da campanha com 7%.

Pela primeira vez desde a redemocratização, o PT não terá protagonismo em uma eleição em São Paulo, segundo as últimas pesquisas. O candidato do partido, Jilmar Tatto, aparece com 6% – pior desempenho de um petista desde 1985. Já a ex-bolsonarista Joice Hasselmann (PSL) tem 3% e o ex-tucano Andrea Matarazzo (PSD), 2%. Os demais concorrentes ficaram com 1% ou menos.

 

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Antes de votar, Covas faz périplo político

Prefeito de SP, que tenta a reeleição, afirma que 'quem quer ganhar a Copa do Mundo não escolhe adversário' numa referência ao segundo turno

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 13h26

O prefeito Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição em São Paulo, fez um périplo político antes de votar na manhã deste domingo, 15, em um colégio no Alto de Pinheiros. O tucano acompanhou o voto da ex-prefeita Marta Suplicy, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador João Doria (PSDB). Covas disse que "quem quer ganhar a Copa do Mundo não escolhe adversário".

De acordo com a última pesquisa Ibope divulgada nesse sábado, 14, Covas aparece com vaga garantida no segundo turno, com 38% das intenções de voto, considerando apenas o universo dos válidos (sem brancos e nulos). Na segunda colocação, um triplo empate técnico: Guilherme Boulos (PSOL), com 16%, Celso Russomanno (Republicanos), com 13%, e Márcio França (PSB), com 13%.

O primeiro compromisso do prefeito foi um café da manhã com Marta Suplicy no apartamento da ex-prefeita no Jardim Paulistano. Os dois foram juntos até o Colégio Madre Alilx, onde a ex-petista votou. A chegada da dupla causou uma aglomeração de correligionários e repórteres que irritou os eleitores, grande parte deles idosos. Na saída, Marta exaltou Covas como representante de uma "frente ampla"

"É possível no Brasil haver uma conversa de esquerda e direita.  Bruno dialoga com progressistas, liberais. Dialoga com a população", disse Marta. 

Depois de acompanhar o voto da ex-prefeita, Covas foi para Higienópolis onde encontrou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os dois e o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira caminharam do apartamento dele até o colégio e mais uma vez a aglomeração irritou eleitores. 

Na saída, FHC falou com os jornalistas: "É sempre bom ser prudente. Acho que tem chance do Bruno ganhar no 1° turno, mas se for para o 2° não é grave também. Vamos ganhar de qualquer maneira". 

Para o ex-presidente, Covas representa a "renovação" no PSDB."O partido morre quando chega a uma certa idade. Olha o meu caso. Chega uma hora que não tem que aspirar mais nada e passar o bastão. Agora é a vez do Bruno".

Na terceira agenda deste domingo, Covas foi até a casa de João Doria no Jardim Europa e de lá eles caminharam juntos até o Colégio onde o governador vota.

Doria também exaltou a formação de uma "frente ampla" que visa a 2022, mas disse que ela não será contra o presidente Jair Bolsonaro, mas a favor do Brasil. "Essa é uma eleição emblemática. Não quero dizer que seja nacionalizada, mas há certas figuras que escolheram seus candidatos. Vamos ver o resultado".

No fim da manhã, Covas foi enfim votar seguido por Doria e um séquito de aliados, assessores e correligionários em um colégio no Alto de Pinheiros.  

O prefeito evitou avaliar o cenário e chance de vencer no primeiro turno da eleição e disse que vai aguardar o resultado em casa com o filho, Tomás. 

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Boulos se diz confiante e espera 'olho no olho' no segundo turno

Candidato, que aparece em empate técnico na disputa pelo segundo lugar, afirma apostar em debates e na paridade de tempo na TV

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 12h15

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, votou por volta das 10h40 na Pontifícia Universidade Católica (PUC), no bairro de Perdizes. Em rápida fala a jornalistas, Boulos disse que em um eventual segundo turno, com paridade de tempo no horário eleitoral e debates em todas as grandes redes de TV, terá mais condições de virar o resultado das pesquisas, que apontam o favoritismo do prefeito Bruno Covas (PSDB).

"Chegamos até aqui em segundo lugar nas pesquisas com 17 segundos na TV, sem apoio da máquina dos governos federal e estadual só com engajamento de gente de verdade, sem robôs, sem fake news. Imagine no segundo turno quando 17 segundos virarem 10 minutos todo dia, com debate em todas as grandes redes de TV, olho no olho", disse o candidato.

Boulos estava acompanhado da mulher, Natalia Szermeta, coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), das filhas Laura e Sofia, de 9 e 10 anos, assessores, candidatos a vereador e apoiadores.

Houve aglomeração de apoiadores de Boulos e jornalistas na entrada da PUC. Alguns eleitores reclamaram da dificuldade de chegar aos locais de votação.

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Embalados pelo resultado da pesquisa Ibope da véspera, na qual Boulos aparece em segundo lugar com 16% dos votos válidos, mas em empate técnico com Márcio França (PSB) e Celso Russomanno (Republicanos), que têm 13%, os simpatizantes do PSOL demonstraram otimismo aos gritos de "segundo turno". Os apoiadores do candidato também entoaram palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro.

A exemplo do que tinha feito no sábado, últimos dia de campanha, Boulos ressaltou que sua campanha representa um resgate na forma de disputar eleições, sem grandes estruturas financeiras nem de marketing.

"Estou muito confiante que vamos para o segundo turno. A gente tem feito até aqui uma campanha linda, uma campanha marcada pela esperança. Se a gente puder avaliar o que foram estes meses, além de apresentar um projeto novo e ousado para São Paulo, com foco nas periferias, está sendo um resgate de um jeito de fazer política com esperança, sonho, princípios, mostrando que é possível voltar a fazer política desse jeito", disse o candidato.

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Indagado sobre possíveis apoios do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, o candidato desconversou para não melindrar os possíveis aliados.

Da PUC Boulos foi para sua casa, no Campo Limpo, onde deve ficar com a família até o término da votação. Ele só volta a falar à noite, depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulgar o resultado do primeiro turno da eleição.

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Ao votar, Russomanno atribui queda nas pesquisas a fake news e diz que irá ao segundo turno

Candidato do Republicanos votou em meio a explicações sobre resultados, destacando morte de coordenador e menos recursos que rivais

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 12h33

Em queda nas últimas pesquisas de opinião, o candidato do Republicanos à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, votou às 11 horas em um colégio na região do Morumbi, zona sul de São Paulo, e fez discursos já destacando dificuldades que sua campanha teve ao longo destas eleições, mas disse acreditar que ainda irá para o segundo turno. Ele atribui o desempenho negativo nas pesquisas a supostas fake news das quais seria alvo.

"É patente o quanto eu fui vítima de fake news, uma quantidade imensa", disse o candidato. Ele disse ainda que, com menos recursos, não teve uma campanha digital como os demais. "Não teve impulsionamento (digital)", declarou.

Assim que desceu do carro, ao falar com os primeiros jornalistas que o abordaram, o apresentador de TV destacou que havia perdido seu coordenador, o presidente do diretório municipal do Republicanos, Marcos Alcântara. "O que mais batalhou, criou toda a estrutura de campanha e, na hora de colocar em prática, ele não esteve."

Ao votar, lembrou que as pesquisas apontavam, até sábado, 14, um índice de 9% de indecisos, e que havia chances de crescer e se recuperar. "Conto com os votos desse eleitorado e do eleitorado que não se pronuncia."

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"Fizemos uma campanha com poucos recursos e fizemos uma campanha depois da morte do meu coordenador de campanha. Então é uma campanha cheia de percalços. E mesmo assim a gente teve um resultado maravilhoso e está no segundo turno."

Após falar em "poucos recursos", Russomanno foi questionado e evitou fazer críticas a seu partido. Defendeu a estratégia do Republicanos de investir também em cidades menores. "Não priorizamos cidade A, B ou C. Fizemos como deve ser feito. Partido é dividido entre todos, senão não cresce como partido", afirmou. "A gente tem uma política de dividir, no nome já diz, partido." O candidato recebeu pouco mais de R$ 1 milhão do partido, quantia inferior à dos demais três candidatos na disputa (Bruno Covas, do PSDB, Guilherme Boulos, do PSOL, e Márcio França, do PSB).

Também após questionamentos, o candidato se disse satisfeito com o apoio obtido do presidente Jair Bolsonaro. "A gente assumiu (o apoio) desde o início, todo mundo sabe que eu sou vice-líder do governo no Congresso Nacional e a gente precisa muito do governo federal no pós pandemia", afirmou.

Russomanno irá acompanhar a apuração na sede do Republicanos, em Moema, zona sul.

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'A gente criou um segundo centro', diz França

Candidato do PSB vota em São Paulo e fala em 'centro de bom senso'

Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 12h39

O ex-governador Márcio França, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSB, disse neste domingo, 15, que criou "um segundo centro". O postulante chegou às 10h30 para votar na Escola Estadual Professora Ludovina Credidio Peixoto, no Itaim Bibi, acompanhado de sua mulher, Lúcia França, e do vice de sua chapa, o sindicalista Antonio Neto (PDT).

"Eu procurei encontrar um eixo que é mais ou menos um segundo centro. Tem o centro que (o atual prefeito) Bruno (Covas) ocupa, e a gente criou um segundo centro, que é  uma novidade no Brasil", afirmou. 

"Você tem um extremo do PSOL, um extremo do Russomanno. E a gente fez um segundo centro aqui no meio, que eu tenho chamado de centro de bom senso", acrescentou. 

O ex-governador afirmou que Covas é o seu principal adversário na disputa e que Guilherme Boulos (PSOL) é seu maior oponente no primeiro turno. Na pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada neste sábado, dia 14, Covas tinha 38% dos votos válidos contra 16% de Boulos, 13% de França e outros 13% do candidato Celso Russomanno (Republicanos). Boulos, França e Russomanno estão em empate técnico. 

Depois, o ex-governador seguiu para a PUC, para acompanhar o voto de Neto.

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"No segundo turno, os debates são muito decisivos, porque é um contra um. Você consegue ver quem é mais bem preparado, mais experiente, quem tem mais pulso", disse, sobre sua expectativa de disputar a Prefeitura contra Covas no segundo turno. 

Ele vai acompanhar a apuração com a mulher em sua residência, na Vila Clementino, próximo ao Parque Ibirapuera.

 

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'Mamãe Falei' ignora pesquisas e diz que buscas no Google definem eleição

Dados do Google mostram Arthur do Val atrás de Boulos e Covas nas buscas entre sexta e sábado

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 11h57

Quinto colocado na pesquisa Ibope divulgada na véspera da eleição com 7% dos votos válidos, o candidato Arthur do Val - Mamãe Falei minimizou o porcentual depois de votar neste domingo, 15. Ele é o candidato do Patriota à Prefeitura de São Paulo.

Para ele, a tendência de buscas por seu nome no Google é o que indica uma possível virada. "O que vem ganhando eleição é pesquisa de Google", disse Arthur. No sábado, dados do próprio Google divulgados pelo Estadão mostram o candidato atrás de Guilherme Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB) nas buscas.

"Quando a gente vê um pico, é uma evidência de que o candidato vai para o 2°. turno. Isso aconteceu com (Wilson) Witzel no Rio, com (Romeu) Zema em Minas Gerais (governadores eleitos em 2018), e está acontecendo comigo agora. Por isso estamos otimistas", disse o candidato neste domingo, depois de votar no colégio Nossa Senhora de Lourdes na zona leste.

De acordo com o Google, o nome de Boulos representa 32% das buscas sobre candidatos entre sexta e sábado. Covas, 17%, e Arthur 15%. Márcio França (PSB) e Celso Russomanno (Republicanos), 10% cada e Joice Hasselmann (PSL), 6%. A plataforma ressalva que os dados não necessariamente significam intenção de voto.

Arthur chegou ao local de votação pouco antes das 11h acompanhado do deputado federal Kim Kataguiri (DEM) e de seu advogado e candidato a vereador também pelo Patriota, Rubinho Nunes. O candidato a prefeito vai acompanhar a apuração dos votos na sede do Movimento Brasil Livres (MBL).

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Após votação, Tatto escolhe Bolsonaro e Russomanno como alvos

Candidato do PT em São Paulo diz que presidente é ‘o maior perdedor nessas eleições’ e ressalta união da esquerda

Túlio Kruse, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 12h47

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Jilmar Tatto, evitou antecipar uma avaliação sobre o segundo turno na capital paulista e disse que o presidente Jair Bolsonaro é o "grande derrotado nessa campanha", após o apoio a Celso Russomanno (Republicanos). Em quinto lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás inclusive de Russomanno, Tatto disse que a transferência de votos entre eleitores dos partidos de esquerda será natural na próxima etapa do pleito, e que detalhes sobre eventuais alianças ainda dependem do diálogo do PT com as campanhas de Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB). 

"Temos um grande derrotado nessa campanha, que é o Bolsonaro e seu candidato", disse Tatto. "O Russomanno, toda campanha ele comete um grande erro, ele é um especialista em cometer erro, um só e grande. E ele cometeu o erro de se aliar ao Bolsonaro."

O candidato não quis se antecipar ao resultado, e disse que tem chances de chegar ao segundo turno, apesar de as pesquisas apontarem que ele está atrás dos três candidatos que disputam uma segunda vaga. "Tudo pode acontecer hoje", disse. Ele reconheceu, no entanto, que a liderança do prefeito Bruno Covas (PSDB), que busca reeleição, é uma realidade. 

Para Tatto, a transferência de votos entre eleitores do PT, PSOL e PSB deve ocorrer de forma independente de um apoio formal entre as siglas. Ele diz que nenhum movimento será feito antes dos resultados das urnas. "O perfil do eleitor meu e do Boulos, e em certa medida uma parte do (eleitor do) Márcio França, ele naturalmente migra para um voto mais à esquerda, é meio que natural isso", opinou. Ele diz que o apoio mútuo entre os candidatos é uma "certeza", mas que os detalhes ainda devem ser discutidos com as direções do partido. "Eu nem sei se pode colocar na televisão isso (o apoio de outros partidos)."

Tatto ainda encara que a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agendas da sua campanha era esperada, por causa da pandemia do novo coronavírus. "Ele nem pode fazer (campanha), está com 75 anos", disse Tatto.

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Atrás nas pesquisas, Joice projeta 2º turno sem ela: 'Quadro é de tragédia'

Candidata do PSL disse que sua campanha já seria de 'vitórias'

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 14h19

Atrás nas pesquisas de intenção de voto, a candidata Joice Hasselmann (PSL) afirmou não acreditar em nenhum outro projeto para a Prefeitura de São Paulo e evitou declarar apoio em um possível segundo turno: "Tem de esperar para ver se a gente vai para o ruim, o pior ou se bate em todo mundo".

Sem a presença do senador Major Olimpio (PSL), inicialmente previsto para acompanhá-la, Joice votou no início da tarde deste domingo, 15, no Colégio Maria Imaculada, no Paraíso, zona sul da capital. Ela minimizou a ausência do correligionário e justificou que ele não pôde comparecer após a candidata alterar o horário de votação de 10h para 12h30.

Com a campanha marcada por esbanjar memes, Joice entrou no colégio já gravando uma live para os seguidores nas redes sociais. A câmera a acompanhou da porta à urna e da urna à porta, período em que a candidata parou para atender e tirar foto com pelo menos cinco eleitores - uma delas em uma rampa de acesso. "Está atrapalhando a passagem", reclamou um presente.

Na transmissão, Joice evitou jogar a toalha, embora apareça na sétima colocação com 3% das intenções de voto, levando em consideração os votos válidos, segundo a última pesquisa do Ibope. "Eu sou uma mulher de coragem, não desisto nunca. E vamos mudar São Paulo", disse à câmera. 

Questionada sobre as perspectivas eleitorais em seguida, Joice disse acreditar na "pesquisa das urnas", mas disse que a campanha já seria de "vitórias". "Minha candidatura é de reposicionamento do partido. Nós deixamos claro que o PSL é um partido liberal, de direita, que respeita as diferenças. E não um partido de malucos", afirmou.

Eleita deputada federal em 2018 na esteira do bolsonarismo, ela rompeu depois com o presidente Jair Bolsonaro e os filhos: "Tive de vencer o clã para ser candidata". "Só de conseguir a legenda é vitória. Conseguir reposicionar o partido? Vitória. Enfrentar e vencer o Palácio do Planalto? Vitória."

Joice também voltou a criticar o prefeito Bruno Covas (PSDB), favorito nas pesquisas e de quem chegou a ser cotada para a vice-candidatura antes da eleição. "Pessoalmente, eu gosto do Bruno. É um bom menino. Mas ele não deu conta do recado com a despensa cheia, o orçamento completo", afirmou. "O projeto não é bom para São Paulo."

Para um eventual segundo turno, provavelmente sem sua presença, Joice evitou antecipar apoio. "Vamos esperar, é cedo para falar, mas o quadro é de tragédia. Quando olho os candidatos que se colocam na briga ou que as pesquisas dizem que estão melhor pontuados, é uma tragédia", disse.

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Matarazzo vota em São Paulo e fala em campanha 'exótica' para prefeitura

Com 2% dos votos válidos, segundo o Ibope, candidato do PSD não quis falar sobre segundo turno: 'Tudo tem seu tempo'

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 11h01

O candidato à Prefeitura de São Paulo Andrea Matarazzo (PSD) votou na manhã deste domingo, 15, no colégio Dante Alighieri, na Alameda Jaú. Com 2% dos votos válidos, segundo pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo divulgada no sábado, Matarazzo não quis comentar sobre um eventual apoio no segundo turno. “Tudo tem o seu tempo, sua hora para acontecer. Tem que esperar a abertura das urnas”, disse.

Acompanhado do presidente do PSD e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e diversos postulantes à uma vaga na Câmara Municipal, como Dr. Bactéria, Matarazzo disse que essa campanha foi “exótica” em consequência da pandemia e dos protocolos de distanciamento. “Fazer campanha de máscara, quando seria necessário mostrar o rosto”, disse. “A falta de debates prejudicou muito. Políticos de plantão e celebridades tiveram vantagem.”

Sobre as próprias chances na eleição, Matarazzo declarou: “Vencer é um sonho, perder é do jogo”. Na saída, o candidato parou em uma barraquinha para comer um pastel e tomar uma coca light.

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Candidatura ajudou a posicionar a Rede, diz Marina Helou

Candidata votou na manhã deste domingo em SP e evitou falar sobre apoio no segundo turno

Fernanda Boldrin , O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 11h44

Figurando entre os candidatos "nanicos" à Prefeitura de São Paulo, Marina Helou, filiada à Rede Sustentabilidade, afirmou neste domingo, 15, que sua campanha contribuiu para reforçar as posições do partido frente ao eleitorado. 

"Ajudou a gente a mostrar nossa visão de cidade, mostrar que é possível pensar a política com base em evidências, com foco em melhorar a vida das pessoas, dar oportunidades iguais e criar uma cidade sustentável", disse Marina ao Estadão.

 

Ela chega ao dia da votacão com 1% dos votos válidos na mais recente pesquisa Ibope, patamar que não superou em nenhum dos cinco levantamentos do instituto. 

O baixo desempenho, segundo ela, se deve em parte ao cancelamento dos debates eleitorais. Por causa da pandemia, uma série de emissoras cancelou eventos do tipo antes do primeiro turno. 

"A gente já sabia que seria muito difícil por conta da disparidade de tempo de exposição que a gente tinha. Eu não era conhecida nas redes sociais, não tinha muitos seguidores, não sou YouTuber", disse ela, em uma referência a seu colega na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) Arthur do Val (Patriota), que também concorre à Prefeitura e se destaca nas redes com seu canal. 

Marina evitou dizer se pretende apoiar alguém no segundo turno. Questionada sobre o tema, afirmou ter suas preferências pessoais, mas que a decisão tem caráter "institucional" e seria tomada junto com o partido. 

A candidata votou pela manhã na Escola Waldorf Rudolf Steiner, no Alto da Boa Vista, zona sul de São Paulo, onde estudou. "Voltar aqui faz um ciclo na minha história", disse.  

Ela chegou acompanhada de seu marido, Felipe González, e dos filhos, Martin e Lara. O mais velho, Martin, disse que votaria "na mamãe" se tivesse idade para isso. Já Lara foi quem, ao longo do trajeto na escola, empunhou a caneta que Marina levou de casa e que usou para assinar seu nome. 

Por causa da pandemia, a Justiça Eleitoral orienta que os eleitores levem suas próprias canetas à seção de votação. Outra recomendação é a de, se possível, não levar acompanhantes ou crianças para votar. 

A candidata foi interpelada por alguns apoiadores na escola Waldorf. Nos arredores e nas roupas de quem aparecia para votar, porém, os únicos adesivos encampavam o candidato do PSOL à prefeitura, Guilherme Boulos. 

Aos 33 anos e formada em Administração Pública pela FGV, a deputada estadual Marina Helou pautou ao longo da campanha temas como combate ao racismo e a promoção de mais mulheres na política. Associada a movimentos de renovação política como Renova BR e Raps, defendeu ainda propostas polêmicas, como a redução da velocidade nas vias é a demolição do Minhocão. Sua chapa tem como vice o jornalista e empreendedor social Marco DiPreto (Rede).

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Com camiseta 'Vidas negras importam', Orlando Silva vota em SP

Candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo defendeu o voto 'democrático' em contraste ao discurso de voto útil, que ganhou espaço na esquerda nas últimas semanas; ele acredita que PCdoB tem mais chances na disputa de três capitais

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 11h22

Candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PCdoB, o deputado federal Orlando Silva votou na manhã deste domingo, 15, em uma escola nas proximidades da Avenida Paulista. Ele vestia uma camiseta com a frase "Vidas negras importam" e estava acompanhado da sindicalista e enfermeira Andrea Barcelos, candidata a vice na mesma chapa, também do PCdoB,  da mulher, Monique Lemos, e dos filhos, Pedro, João e Maria. Essa é a primeira vez que concorre a um cargo no executivo.

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Perguntado sobre a discussão sobre um voto útil da esquerda neste momento em São Paulo, ideia que ganhou força nas últimas semanas e visa garantir um candidato no segundo turno, disse entender quem defende a posição, mas tem opinião distinta. Para ele, esse é o momento de escolher o candidato que o eleitor mais se identifica, mais do que votar para derrotar adversários.

"Senão, a disputa se resume a dois nomes. Eu compreendo a tentativa de quem faz, mas eu considero não ser muito democrático", justifica. Na última pesquisa Ibope, divulgada no sábado, 14, estava com menos de 1% de intenções de votos válidos.

Durante a semana, o deputado chegou a comentar que a sua candidatura ficou invisibilizada. Ele acredita que um dos motivos seja o racismo, que é tratado em parte das suas principais pautas políticas nesta campanha.

"No Brasil, você tem temas que seguem ocultos apesar da gravidade. O racismo é um exemplo disso.  Para muitos, é como se não houvesse responsável pelas mortes de milhares e milhares  de jovens negros", comenta. "Em uma candidatura com essa identidade e negra, essa invisibilidade também alcança."

Silva também foi um grande defensor de candidatura própria no PCdoB neste ano, que não encabeçou uma chapa na capital paulista nas últimas eleições, como forma de ganhar destaque regional e nacional. Ele ressaltou que o partido lidera as pesquisas de intenção de voto em Porto Alegre (com Manuela D'Ávila) e disputa vaga no segundo turno em São Luís (com Rubens Pereira Jr.) e Salvador (Olívia Santana). "Sempre brinco que time que não joga não forma torcida."

Ele vai acompanhar a apuração no comitê do partido, na região central de São Paulo. "Saio da campanha muito feliz, muito animado. Foi muito enriquecedor."

Mais cedo, foi no Jardim São Luís, na zona sul, distrito com uma população de baixa renda e que fica nas proximidades da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, conhecida por reunir escritórios de grandes empresas. "É impressionante ver quantas favelas continuam crescendo em São Paulo", pontua. "Saio dessa campanha com a crença de que é necessário um projeto de redução das desigualdades."

Nascido em Salvador, mudou-se para São Paulo nos anos 1990. Ele foi ministro do Esporte e vereador na cidade de São Paulo, além de presidente da UNE e da União da Juventude Socialista. Também é um dos fundadores da União de Negros pela Igualdade (Unegro). 

Na véspera da eleição, Silva chamou seus aliados para buscar menções positivas à candidatura nas redes sociais para responder com informações sobre candidatos do PCdoB à Câmara de Vereadores. A ideia era “fazer com que cada mensagem simpática à nossa campanha vire votos para os vereadores e vereadoras do 65”, justificou no Twitter.

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Em sabatina no Estadão, o deputado defendeu o endurecimento nas medidas para combater o racismo na cidade, como, por exemplo, a punição de estabelecimentos que registrem de forma reincidente casos de discriminação racial, com a cassação do alvará de funcionamento. No início do mês, ele chegou a registrar um boletim de ocorrência após sofrer ofensas racistas nas redes sociais

Se eleito, o candidato pretende revisar contratos com Organizações Sociais (OSs) e aplicar estes recursos na retomada econômica da cidade pós-pandemia. Além disso, defende a volta às aulas no ensino municipal somente após o início da vacinação contra a covid-19, dentre outras pautas.

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