Candidato mira Haddad e fala em 'método do gogó' na Educação

Discurso não cita nome do petista, mas ataca gestão em ministério e diz que adversários 'não conhecem bem a cidade'

O Estado de S.Paulo

25 Junho 2012 | 03h02

Ao entrar na disputa pela Prefeitura de São Paulo contra um ex-ministro da Educação, José Serra (PSDB) deu prioridade em seu discurso a uma lista de investimentos realizados por seu partido e aliados em escolas, creches e universidades paulistas. Apesar de não citar nomes, centrou críticas em Fernando Haddad (PT) e na gestão da petista Marta Suplicy no município.

"A comparação dos últimos oito anos com gestões anteriores é um verdadeiro estímulo à nova jornada eleitoral. Vale começar pela Educação, onde substituímos o método do gogó pela dedicação, competência e amor às crianças", disse o tucano.

Creches e experiência. Além de atacar as chamadas "escolas de lata", Serra criticou o projeto de construção de creches do Ministério da Educação (MEC), lançado quando Haddad estava à frente da pasta. "De 2007 até agora, teríamos 6.500 creches novas, mas o MEC criou apenas 221 em todo o Brasil - e nenhuma em São Paulo", atacou. "Na Prefeitura, não fizeram nada, e, no governo federal, praticamente nada." O tucano propôs ampliar investimentos em escolas técnicas e no ensino tecnológico.

Aos 70 anos, Serra também colocou em foco o mote da experiência. Foi um contra-ataque ao discurso do PT, que apresenta Haddad, estreante em eleições, como o "novo". "Não estou aqui para brincar de governar. Não estou aqui para experimentar", disse Serra. "O tempo não desgasta os que lutam. Experiência é virtude."

Ainda sem citar Haddad, o tucano fez referência a "gente que sequer a conhece bem (a cidade), que fez pouco ou nada por ela". "Não passarão", sentenciou.

Antecedendo o pré-candidato, o governador Geraldo Alckmin também atacou a candidatura de Haddad, escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar a Prefeitura. "São Paulo não é terra para candidato do bolso do colete. O Serra é o candidato do povo, que nasceu das bases do partido."

Para o senador Aloysio Nunes Ferreira, Lula, ao escolher Haddad, "impõe um candidato que passeia por aí como um urso amestrado levado pela coleira".

/ B.B. e J.D.

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