Candidato do PT no MS dá pouco destaque a sigla

Material de campanha de Delcídio Amaral, que disputa o governo do Estado, distribuiu material de campanha com espaço discreto para o logotipo da sigla

Erich Decat e José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 18h33

 Campo Grande - Reunidos na tarde desta quarta-feira, 22, no bairro popular Nova Vida, em Campo Grande, militantes do candidato ao governo de Mato Grosso do Sul Delcídio Amaral (PT) distribuem material de campanha aos moradores locais. Nos santinhos, panfletos e adesivos, não há nenhuma menção de destaque ao PT.

O partido aparece apenas na borda lateral dos materiais em letras reduzidas, como determina a Lei Eleitoral. Na maioria dos santinhos, há apenas a menção ao 13, número do candidato e que também corresponde ao usado pela presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição. Em alguns adesivos colocados nos cerca de 100 veículos que aguardam a carreata, a cor usada não é nem o tradicional vermelho do PT, mas o azul.

A carreata também servirá para coletar imagens para os últimos programas eleitorais de rádio de TV, que se encerram na próxima sexta-feira. Integrantes da equipe de comunicação da campanha de Delcídio aproveitam a movimentação no bairro popular para coletar declarações de moradores.

A escolha do local, segundo petistas ouvidos pela reportagem, tem como objetivo servir de contraponto à campanha do PSDB. Em evento realizado na terça, o candidato presidencial, Aécio Neves (PSDB), concedeu entrevista coletiva em um hotel no centro da cidade. O ato contou com a participação do candidato ao governo do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB).

"Trouxemos o Lula para um bairro popular que tem a cara da Dilma com escola, creche e saneamento. Enquanto Aécio foi para um hotel cinco estrelas e se reuniu com a elite. Trouxemos o Lula para fazer um agito com o povo", afirmou o deputado federal, Antônio Carlos Biffi, (PT).

O evento desta quarta não contará com a presença de Dilma que no primeiro turno da corrida presidencial, ficou atrás de Aécio Neves, no Estado por uma diferença de apenas 51.380 votos. Na primeira rodada da disputa, dos votos válidos, o tucano obteve 41,3% contra 37,5% da petista.

"O Lula vem para dar apoio à campanha do Delcídio e reforçar o crescimento da Dilma em todo o País", afirmou Biffi. O petista lamentou, no entanto, a ausência da Dilma durante toda a campanha eleitoral. "A Dilma não veio mas o Lula vem pela segunda vez. Claro que a ausência dela faz falta", ponderou. 

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