Fernando Gomes/Agência RBS
Fernando Gomes/Agência RBS

Candidato do PMDB no Sul se esquiva de vice de Dilma

Sartori não vai a recepção de Temer, que faz apelo a líderes gaúchos para apoiar reeleição

Elder Ogliari e Lucas Azevedo , ESPECIAL PARA O ESTADO

16 de outubro de 2014 | 21h30

PORTO ALEGRE - O candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, que lidera as pesquisas de intenção de voto no 2.º turno, não recebeu o presidente da sua sigla e candidato à reeleição como vice de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer, que cumpriu agenda no Estado nesta quinta-feira, 16.

Pela manhã, Temer visitou o comitê da campanha de Dilma na zona norte de Porto Alegre, onde foi recebido por dezenas de correligionários. Sartori e sua comitiva não estavam presentes. No mesmo horário, eles priorizaram eventos de campanha em outro local. 


Assim como em outros Estados, as alianças políticas do Rio Grande do Sul criaram situações contraditórias. Temer declara apoio a Sartori, que, aliado a Marina Silva (PSB) no 1.º turno - e que conta com a participação da derrotada Ana Amélia Lemos (PP) - , já fez manifestação pública de apoio a Aécio. “Isso deve-se à realidade local. A disputa aqui é com o PT. O Sartori até falou comigo. Explicou que tem uma grande dificuldade aqui e, por isso, me disse: ‘não posso apoiar, mas seguramente apoiarei o governo’”, declarou o candidato a vice-presidente. 

Recado. Temer fez questão de não polemizar a ausência de Sartori. “As dissidências são apenas nas localidades. Eu dou exemplo para o PMDB, eu apoio os candidatos do PMDB.” Mas deixou um recado: “Sou presidente nacional do partido e meu dever é acompanhar as decisões das convenções. A convenção nacional decidiu democraticamente renovar a chapa comigo na vice-Presidência (da República) e aqui, em face das dificuldades locais, a convenção decidiu apoiar Sartori, então meu apoio aqui é para Sartori”. “Eu tenho coerência peemedebista e peço àqueles que apoiam Sartori que votem, por coerência com a decisão nacional, em Dilma e, naturalmente, em mim.” 

Questionado duas vezes pelos repórteres sobre a hipótese de o PMDB ir para a oposição em caso de vitória do tucano Aécio Neves, Temer evitou indicar o rumo que o partido tomaria. “Isso vamos decidir depois, não é assunto para agora”, desconversou. “A afirmação que fazemos é que vamos ganhar a eleição”, disse. 

PSDB. Sartori anunciou apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, no último dia 9. “Se não tivesse outro motivo, teríamos motivos familiares”, justificou, associando o apoio que seria dado a Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes, no 1.º turno à escolha atual. “Aécio é neto de Tancredo Neves”, lembrou. 

Sartori também disse que a decisão estava tomada havia três dias, mas que o anúncio dependia de consultas a novos aliados como o PP e o Solidariedade. Afirmou ainda que levou em conta a necessidade de haver uma rotatividade no comando do País. 

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