Candidato do PMDB em BH descarta participação de Temer em campanha

Deputado federal Rodrigo Pacheco diz que presidente em exercício 'tem hoje uma missão mais importante' e que, caso seja eleito, buscará recursos para a cidade com o colega de legenda

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2016 | 15h22

BELO HORIZONTE - Inclinado a fazer uma campanha sem "padrinhos políticos", o candidato do PMDB à Prefeitura de Belo Horizonte, deputado federal Rodrigo Pacheco, afirmou nesta quinta-feira, 18, que o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB) - principal cacique da legenda atualmente - não terá participação na captação votos de eleitores da capital mineira. Segundo Pacheco, contato com Temer somente depois da campanha, em caso de vitória, para buscar recursos para a cidade.

Questionado se a decisão por descartar a participação do presidente em exercício na campanha em Belo Horizonte havia partido de Temer, ou do PMDB de Minas, Pacheco afirmou que o companheiro de legenda tem um trabalho maior a fazer. "Michel Temer tem hoje uma missão mais importante que qualquer campanha eleitoral municipal no Brasil, que é a de resgatar a confiança dos brasileiros na política do Brasil", justificou.

Na avaliação de Pacheco, nenhum nome do partido nas eleições de outubro deverá pedir a participação de Temer nas disputas. "Qualquer candidato do PMDB minimamente responsável não vai exigir do presidente Michel Temer que se dedique a campanha alguma. E eu tenho essa noção, e deixarei ele cuidar daquilo que é mais importante, que é dos rumos do país", disse Pacheco.

Na hipótese de virar prefeito, no entanto, o candidato afirma que vai usar o fato de ser do mesmo partido do presidente em exercício para trazer recursos para a cidade. "Na sequência, é bom que o povo de Belo Horizonte entenda que o presidente Michel Temer, sendo efetivado na Presidência da República, o prefeito do partido dele tratará de dialogar para ter os resultados que Belo Horizonte precisa", disse. O processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) deverá ser concluído no fim de agosto.

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