Jonathas Cotrim/Estadão
Jonathas Cotrim/Estadão

Candidato ao governo de Minas é vaiado em ato pró-Bolsonaro

Romeu Zema, do Partido Novo, foi chamado de oportunista por manifestantes

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2018 | 18h48

BELO HORIZONTE - O candidato ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, foi vaiado e xingado ao tentar participar do ato favorável ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, realizado na Praça da Liberdade, neste domingo, 21. O empresário de Araxá, no Triângulo Mineiro, foi chamado de “oportunista” e “vagabundo” pelos participantes do evento e teve que deixar o local onde deu entrevista coletiva escoltado por seguranças.

“É normal em um sistema democrático, ninguém satisfaz a todos”, afirmou o candidato sobre a reação dos manifestantes, que declarou voto a Bolsonaro, e lidera as pesquisas de intenção de voto. De acordo com o Ibope divulgado na quarta-feira, 17, Zema tem 66% dos votos válidos contra 34% do adversário, Antonio Anastasia, do PSDB. O senador declarou neutralidade.

Apesar da confusão, muitos militantes do partido Novo permaneceram na manifestação e distribuíram materiais do candidato. A reportagem do Estado também encontrou alguns adesivos com as imagens de Bolsonaro e Anastasia, mas o material não foi feito pela campanha do senador.

Ato

A manifestação favorável a Bolsonaro foi organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua. O ato começou às 10h e o público passou se dispersou logo depois de 12h. Joice Halssemann, que foi eleita deputada por São Paulo, foi bastante aplaudida quando chegou ao local e jogou flores brancas do alto do trio.

Durante o discurso, a jornalista chamou o PT e partidos de esquerdas de “esquerdalhada maldita” e agradeceu os mineiros “por tirarem Pimentel e Dilma”. O governador do Estado, Fernando Pimentel, não foi para o segundo turno e a ex-presidente cassada ficou em quarto lugar na disputa ao Senado.

Deputado federal com maior número de votos em Minas Gerais, Marcelo Álvaro Antônio convocou os apoiadores do presidenciável para fazerem votação recorde neste segundo turno. “Dia 28 vamos tirar o PT e ganhar essa eleição com a maior votação da história de um presidente do Brasil”, disse.

Entre os manifestantes, muitas faixas pedindo voto por cédulas de papel e criticando o uso das urnas eletrônicas foram vistos. Os participantes também disseram ser “caixa-dois do Bolsonaro” e alguns foram fantasiados com caixas, em referência ao pedido de impugnação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Bolsonaro levado adiante pelo adversário, Fernando Haddad, do PT. 

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