Candidato a vice, Aloysio Nunes critica ataques de Lula a Aécio

Líder petista comparou candidato tucano à Presidência a Fernando Collor e Carlos Lacerda

O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2014 | 16h57

O candidato a vice-presidente pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, criticou os ataques feitos ao companheiro de chapa, Aécio Neves, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por meio de nota, Aloysio afirmou que o petista "dá as mais baixas declarações em uma campanha presidencial da história”.

Em ato pró-reeleição de Dilma Rousseff (PT), realizado neste sábado em Belo Horizonte, Minas Gerais, Lula fez uma série de ataques pessoais a Aécio Neves e comparou o tucano ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. O petista também disse que Aécio se comportou como "filhinho de papai" ao atacar a Dilma durante o debate do SBT, na última quinta-feira. Afirmou ainda que o tucano parece “fidalgo" por ter se recusado a se submeter ao exame do bafômetro ao ser parado por uma blitz em 2011, com a alegação de que não precisaria fazê-lo porque sua carteira de  motorista estava vencida. “Bafômetro não é medir carteira de motorista ou não. Bafômetro cheira álcool”, disse.  

Na nota, o candidato a vice-presidente pelo PSDB diz que o ataque de Lula é “pior até do que as ofensas que o próprio Lula sofreu em 1989 de Fernando Collor, atualmente seu aliado”. “A explicação para isso vem do desespero pelo risco de o PT perder o poder. Acaba de surgir um novo personagem na política brasileira, falta só definir um nome: Fernando Lula de Melo ou Luiz Inácio Collor da Silva”, afirmou Aloysio.  

Por fim, o candidato tucano a vice-presidente pediu esclarecimento sobre as declarações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, que acusa o PT e outros partidos de receberem propina, e cobrou de Lula “o depoimento sobre o mensalão que a Polícia Federal espera há mais de sete meses." A Polícia Federal informou, em setembro, que tentava, sem sucesso, ouvir o depoimento de Lula, como testemunha, em ação que investiga supostos repasses ilegais da Portugal Telecom para o PT. 

A investigação foi aberta a pedido do Ministério Público Federal com base em denúncia do operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza. Em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República em 2012, conforme revelou o Estado na época, Marcos Valério acusou Lula de intermediar pagamento de R$ 7 milhões da telefônica ao partido para pagar dívidas de campanha.

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