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Candidato à reeleição, prefeito de Montes Claros (MG) está foragido da Justiça

Ruy Muniz, foi preso em abril, um dia após sua mulher, a deputada Raquel Muniz, dizer na sessão para autorização da abertura do impeachment de Dilma que o marido era 'o melhor prefeito do Brasil'

Leonardo Augusto, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2016 | 16h00

BELO HORIZONTE - Candidato à reeleição, o prefeito de Montes Claros, em Minas Gerais, Ruy Muniz (PSB), é considerado nesse momento foragido da Justiça do Estado. Muniz teve mandado de prisão emitido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a pedido da Polícia Civil do Estado no âmbito da Operação Tolerância Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 15, para apurar supostas irregularidades na compra de combustível pelo município.

Muniz foi preso pela Polícia Federal no dia 18 de abril sob acusação de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos de Montes Claros e, ao mesmo tempo, favorecer instituições de saúde que pertencem à sua família.

A prisão aconteceu um dia depois da sessão para autorização da abertura do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pela Câmara dos Deputados, quando sua mulher, Raquel Muniz (PSD), ao votar pela instauração do processo de afastamento, elogiou a conduta do marido no comando da Prefeitura de Montes Claros.

Conforme a denúncia, o prefeito "destruiu e inviabilizou a existência e o funcionamento de hospitais públicos e filantrópicos (Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dílson Godinho) de Montes Claros, que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) uma população de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, distribuídas em 86 municípios situados no Norte do Estado de Minas".

Conforme informações da Polícia Civil de Minas Gerais, na operação foram emitidos 13 mandados de busca e apreensão, sendo um na casa do prefeito, e quatro de prisão, inclusive o do prefeito.

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