Campos vai defender passe livre a estudantes

Candidato do PSB à Presidência confirma que programa de governo estuda a gratuidade da tarifa a jovens pobres

ANA FERNANDES, Agência Estado

15 de julho de 2014 | 13h44

São Paulo - O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, confirmou nesta terça-feira, 15, que ele e sua vice Marina Silva vão defender a bandeira do Passe Livre nas eleições deste ano. Pouco antes, em sabatina realizada pelo jornal Folha de S. Paulo, portal UOL, Jovem Pan e SBT, Campos mencionou rapidamente a proposta, que ainda está em estudo, e poderia se destinar a liberar gratuitamente o transporte público, por exemplo, a estudantes da periferia.

"Queremos afirmar o nosso compromisso com a questão da mobilidade, sobretudo dos estudantes e com a causa do Passe Livre. É isso que a gente estava gravando, eu não sei como essa notícia saiu", disse a jornalistas na saída do evento, em referência à reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. "Estávamos fazendo um programa com uma série de alunos que foram se reunir e gravar conosco. Tratamos do assunto respondendo a uma pergunta de um estudante e eu reafirmo o que eu disse lá. Não era exatamente pra sair de ontem pra hoje, era mais pra frente, mas eu e Marina temos o compromisso com a tese do Passe Livre", completou.

O Movimento Passe Livre, inicialmente, esteve na liderança dos protestos pela redução de tarifa do transporte público na capita paulista, em junho do ano passado. A gratuidade dos serviços é a bandeira principal do grupo.

Marina Silva, que assistiu à sabatina, confirmou a decisão política da campanha. "Essa proposta está em discussão. Nós já temos a decisão política de que vamos adotar o Passe Livre e os nossos técnicos estão buscando as fontes e as formas de como isso vai acontecer", disse a ex-senadora.

Segundo a reportagem, Campos e Marina prometeram a um grupo de estudantes universitários e de escolas públicas, nesta segunda-feira, 14, incluir a discussão do Passe Livre no programa de governo da chapa PSB-Rede, que deve ser concluído até o fim do mês. A ideia inicial, segundo teria explicado Campos, será financiar a medida com ações que podem ser tomadas pela União, como desoneração fiscal para o setor de transportes e baixa no preço de combustível. Nesta terça, durante a sabatina e na saída do evento, tanto Campos como Marina evitaram detalhar como o Passe Livre pode ser viabilizado nacionalmente.

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