Campos vai atrás do público jovem

Candidato decidiu concentrar ações no Sudeste até o início da propaganda eleitoral e tentará se aproximar da juventude

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2014 | 02h06

Desde fevereiro patinando em torno de 10% na preferência do eleitorado na disputa para Presidência, Eduardo Campos (PSB) decidiu concentrar ações no Sudeste até o início da propaganda eleitoral, em 19 de agosto. Ao lado da candidata a vice, a ex-ministra Marina Silva, Campos tentará cada vez mais se aproximar da juventude e das pessoas que participaram dos protestos de junho de 2013.

Tanto é que ele tem insistido na defesa do passe livre para estudantes, bandeira original das manifestações. A preocupação, segundo a coordenação da campanha de Campos, é crescer no Sudeste, região que concentra 43,4% do eleitorado, com 62 milhões de votantes, e que é fundamental para uma campanha realmente competitiva.

Para se tornar mais conhecido na região, na segunda-feira Campos e Marina inauguram o comitê central da campanha, num prédio de três andares na zona sul de São Paulo. Na terça-feira será a vez de o candidato inaugurar comitês de campanha no interior de São Paulo: Araçatuba, Limeira e Marília. Os três comitês servirão também ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), a quem o PSB se aliou na disputa local. O vice da chapa do tucano é o deputado Márcio França (PSB).

Campos acredita que, com a dobradinha com Alckmin, poderá dividir votos com outro candidato da oposição, o senador tucano Aécio Neves. Daí a criação dos comitês que servirão ao candidato ao Planalto e ao governador, líder nas pesquisas de intenção de voto.

Em data ainda a ser definida na semana que vem, o candidato do PSB pretende pedir votos em Minas Gerais, terra de Aécio Neves, e segundo maior colégio eleitoral do País. Depois será a vez do Rio de Janeiro.

Nordeste. Para poder dar mais atenção ao Sudeste, Campos usou as duas primeiras semanas de campanha oficial, iniciada em 6 de julho, para rodar o Nordeste, região em que espera avançar sobre o eleitorado que vem apoiando os governos do PT. Além de Pernambuco, seu Estado natal, o candidato foi ao Maranhão, ao Rio Grande do Norte, ao Ceará e a Alagoas. Ontem, em Maceió, Campos voltou a dizer que a presidente Dilma Rousseff não concluiu as obras na região iniciadas pelo governo. / COLABOROU CAROL SANCHES, ESPECIAL PARA O ESTADO

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