'Campos quer mostrar que não é satélite'

O estremecimento das relações entre PSB e PT está pautado pelas eleições presidenciais de 2014?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2012 | 03h05

Eduardo Campos se consolida como liderança nacional. Fez um grande primeiro governo. Talvez seja a grande novidade em termos de lideranças políticas surgidas nos últimos anos. É um jogador de peso. Tem um futuro tão promissor que ficar amarrado ao PT é complicado; precisa de autonomia, de alguma liberdade. O recado dele é claro: sou aliado, mas não sou satélite.

Campos alimenta o rompimento entre os dois partidos?

Ele está jogando da seguinte forma: pode ter uma bela aliança com o PT em 2014 e ser vice da Dilma, pode se aproximar do PSDB e pode ser candidato, para consolidar seu nome nacionalmente. O problema dele não é com o Lula, aparentemente não é com a Dilma, o problema é com o PT.

Como o sr. vê a situação em Belo Horizonte e outras cidades onde alianças não vingaram?

Em Belo Horizonte, o PSB é governo a partir de uma armação muito sofisticada, que envolveu PT e PSDB. Aí os petistas ficam criando uma série de empecilhos, ficam tentando ter ingerência sobre a composição da chapa. Em Recife e Fortaleza também houve problemas. É uma janela de oportunidade para Eduardo Campos expressar sua autonomia.

E a aproximação com o prefeito paulistano Gilberto Kassab?

Com o Kassab ele consegue se firmar em São Paulo. Não dá para imaginar que Márcio França ou Luiza Erundina possam abrir espaço para Eduardo Campos no maior eleitorado do País. / DANIEL BRAMATTI

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