Campos quer lançar Lacerda ao governo de Minas Gerais

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, já cogita lançar o prefeito de Belo Horizonte, seu correligionário reeleito em outubro do ano passado, Márcio Lacerda, para a disputa do governo de Minas Gerais no ano que vem. Lacerda seria, assim, seu principal palanque no Sudeste caso confirme o lançamento de sua candidatura ao Planalto.

MARCELO PORTELA /, BELO HORIZONTE , O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h22

Lacerda e Campos se reúnem hoje em Brasília. Oficialmente, o prefeito afirma não ter qualquer interesse em deixar o comando de Belo Horizonte em 2014.

Estratégia. Com boa aceitação entre o eleitorado do Nordeste, Campos necessita de uma porta política no Sudeste e a candidatura de Lacerda ao governo mineiro em 2014 daria ao governador de Pernambuco espaço garantido no segundo maior colégio eleitoral do País. Ex-dono de empresas de telecomunicações, o prefeito também tem bom trânsito entre empresários, apoios que Campos começa a articular já visando à possibilidade da candidatura à Presidência da República.

Aliado de primeira mão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável candidato da oposição na corrida presidencial de 2014, Lacerda era considerado pelos tucanos o seu principal nome para a sucessão estadual mineira.

Mas diante da possibilidade de voo solo do PSB, o PSDB mineiro começa a trabalhar outras possibilidades para a disputa, como o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP) e a secretária de Planejamento, Renata Vilhena.

A justificativa oficial dos tucanos para a escolha de um novo nome para o governo é que Lacerda já manifestou diversas vezes a intenção de permanecer na prefeitura. "Não está nos meus planos pessoais qualquer candidatura ano que vem", disse o prefeito de Belo Horizonte anteontem, num evento do qual participou ao lado do vice-governador, durante posse do novo secretariado municipal da capital.

Mas as articulações de Campos também pesam na estratégia do PSDB e o próprio prefeito indicou que sua permanência no cargo depende de "até onde eu posso ser dono do meu destino".

Campos está articulando uma série de palanques a fim de viabilizar sua candidatura ao Planalto.

Ele se mantém aliado do governo Dilma Rousseff e tem dito que, pelo menos neste ano, não deve deixar a base de apoio no Congresso - seu partido ocupa dois ministérios de Dilma.

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