Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Campos promete 'política de transição' no preço da gasolina

Coordenador do programa de governo do candidato do PSB diz que não haverá 'medidas heterodoxas para baixar a inflação por decreto'

ISADORA PERON, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2014 | 02h02

A campanha do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, admitiu ontem que, se o ex-governador pernambucano for eleito, será colocada em prática uma "política de transição" para liberar os preços hoje considerados represados, como os da gasolina e da energia elétrica.

Questionado sobre o assunto, o coordenador do programa de governo de Campos, Maurício Rands, criticou a política de preços administrados implantada pelo atual governo. "Nós não vamos continuar com essa política intervencionista. Não vamos tomar medidas heterodoxas, para baixar a inflação por decreto", afirmou Rands.

Campos voltou a acusar o governo da presidente Dilma Rousseff de segurar os preços para que não haja aumento da inflação e, consequentemente, prejuízos para a campanha à reeleição da petista. "Dilma está guardando dentro da gaveta dois aumentos para depois da eleição: o da energia e o do combustível."

O candidato do PSB, porém, negou que fará um reajuste imediato no preço da gasolina caso seja eleito em outubro. "Quem falou do aumento da gasolina foi o ministro (da Fazenda) Guido Mantega", disse Campos, após participar de um evento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo.

O coordenador do programa de governo do candidato do PSB argumenta que, com uma boa governança macroeconômica, não haverá risco de a inflação romper o teto da meta, mesmo sem o controle de preços administrados. Segundo ele, o primeiro passo será promover um ajuste de expectativas para recuperar a confiança dos agentes econômicos. Além disso, disse Rands, seriam adotadas políticas fiscais e monetárias para evitar o aumento dos preços.

Recentemente, Mantega sinalizou que pode haver aumento no preço dos combustíveis ainda este ano. O ministro, no entanto, não especificou em que mês isso aconteceria. A última vez em que a Petrobrás reajustou os preços dos combustíveis foi em novembro do ano passado.

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