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Campos promete destinar 10% da receita para a saúde

Na inauguração de comitê em São Paulo, candidato do PSB ao Planalto reforça estratégia de apresentar propostas populares

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2014 | 15h50

Atualizado às 22h23

São Paulo - O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, se comprometeu nesta segunda-feira, 21, caso seja eleito, a destinar 10% da receita da União para a saúde, o que significaria investir cerca de R$ 40 bilhões a mais por ano no setor. A promessa vem se unir a uma série de outras feitas recentemente pelo candidato.

Terceiro colocado nas pesquisas, Campos tem investido em propostas populares para tentar avançar. No mais recente Datafolha, ele aparece com 8% das intenções de voto.

Durante a inauguração do comitê central da campanha em São Paulo, Campos argumentou que aumentar os repasses para a saúde era uma questão de prioridade e que a má condução da economia pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT), sua adversária na corrida eleitoral, faz com que falte dinheiro para setores estratégicos. “No Brasil acontece algo interessante. Quando se fala de recursos para as coisas que tocam o dia a dia do povo não tem dinheiro. Lá no passado, quando se precisou sanear o sistema financeiro apareceram bilhões de reais do Proer. E agora para assistir o setor elétrico gastaram R$ 50 bilhões. Mas falou em botar R$ 38 bilhões na saúde pública, aí não dá, não tem dinheiro, tem que explicar”, disse Campos.

Destinar 10% da receita corrente bruta da União para a saúde é uma reivindicação antiga do Movimento Saúde+10, que reúne dezenas entidades do setor e chegou a apresentar um projeto de lei para regulamentar a questão ao Congresso. No ano passado, o Ministério do Planejamento disse que o governo não tinha recursos para financiar essa proposta.

Nos quase oito anos à frente do governo de Pernambuco, Campos destinou pelo menos 14% da receita corrente líquida estadual para a saúde, de acordo com dados da Secretaria estadual da Fazenda. A Constituição determina que os investimentos na área representem 12% dos recursos dos Estados.

O pacote lançado nesta segunda por Campos conta ainda com o projeto de criar uma carreira federal para médicos, construir 100 hospitais e 50 maternidades. O candidato, porém, não detalhou de onde sairiam os recursos.

Além das promessas na área da saúde, Campos tem levantado a bandeira da educação. Na semana passada, prometeu implantar o passe livre estudantil e universalizar o ensino de tempo integral.

Nesta segunda, afirmou que a primeira medida teria um custo de R$ 12 bilhões ao ano. Ele não deu detalhes sobre os investimentos necessários para o plano de educação integral, mas estudo preliminar usado pela sua equipe fala em um aumento de 25% nos repasses para Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que neste ano será de R$ 104,3 bilhões./COLABOROU ANGELA LACERDA

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