Campos não vê motivos para sua mãe se afastar do TCU caso seja eleito

Candidato do PSB afirma que não haveria ilegalidade se Ana Arraes permanecesse no cargo caso ele se torne Presidente da República

O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2014 | 00h53

Em entrevista à GloboNews na noite desta sexta-feira, 1, o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, disse que não vê motivos para que a sua mãe, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, se afaste do cargo caso ele seja eleito.

O candidato argumentou que não haveria "ilegalidade" porque ela foi nomeada antes da sua eventual eleição. "(Ana Arraes) Tem feito um trabalho digno e respeitável. Ela não pode perder (o cargo) só pelo fato de ser minha mãe. Seria um absurdo constitucional", afirmou.

Esse é um tema delicado para Campos, que trabalhou intensamente nos bastidores para eleger a mãe para o cargo em 2011, quando ainda era aliado do PT e governador de Pernambuco. Num primeiro momento, ele chegou a se recusar a responder à pergunta, alegando que somente Ana Arraes poderia falar sobre o assunto.

Passe livre. Durante a entrevista, Campos afirmou também que a sua proposta de passe livre tem como foco estudantes de escolas públicas ou beneficiários de programas como o Prouni e o Pronatec, que dão bolsas a alunos de baixa renda em instituições privadas.

"A nossa proposta é para estudantes que não podem pagar (pelas tarifas)", disse Campos. Segundo o presidenciável, a medida custaria cerca de R$ 12 bilhões por ano aos cofres públicos e seria bancada com a ajuda dos Estados e municípios.

O presidenciável falou ainda sobre as suas propostas de expandir o ensino integral e de enviar um projeto de reforma tributária ao Congresso já no início do seu mandato.

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