Campos já avalia que 2013 'não será um ano exitoso'

Passada mais da metade do ano, governador diz que emprego 'perde fôlego' e vê quadro político 'em mutação'

Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2013 | 02h09

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse ontem, após almoçar com empresários em São Paulo, que "2013 não será um ano exitoso" do ponto de vista econômico e que, para a definição política de 2014, "o quadro ainda está em mutação". O governador visitou o Secovi, sindicato da construção civil, no mesmo dia em que a Dilma Rousseff também estava na cidade. Dilma nada falou sobre a disparada do dólar, nem sobre eventuais efeitos dessa alta na economia.

"Com certeza não será um ano exitoso do ponto de vista da economia, das conquistas. Um crescimento de 2%, o emprego está perdendo fôlego", afirmou o governador. Ele afirmou que em 2012 já havia dito que este ano seria desafiador. "Agora que passamos da metade do ano estamos vendo o quanto tem sido duro", acrescentou.

Campos voltou a dizer que não há definição do PSB sobre sua candidatura à Presidência em 2014. Segundo ele, isso é um assunto para o ano que vem. "Sobre 2014 vamos decidir em 2014, com debate democrático no partido e com outras forças políticas. E tomar a decisão na hora certa", disse. O governador disse ter sido perguntado sobre esse mesmo assunto por empresários durante o almoço.

Para ele, o quadro para a disputa presidencial do ano que vem ainda não está dado. Seu entendimento é que, antes de discutir nomes que estarão nas urnas, é preciso fazer um debate sobre o que vai ser discutido no ano que vem. "Minha preocupação vai além dos nomes e partidos e como eles vão se posicionar. Qual o País que vai estar em disputa em 2014?", questionou. "O quadro ainda está em mutação. Pode acontecer muita coisa."

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda semana de agosto, Campos ainda patinava nos 8% das intenções de voto, faixa na qual já estava antes, durante e depois da onda de protestos de junho em todo o País. No mesmo levantamento, Dilma apareceu com 35%, seguida da ex-senadora Marina Silva, com 26%, e do senador Aécio Neves (PSDB), com 13%.

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