Campos inaugura mais obras e diz que é ' tempo de entrega'

Possível candidato à Presidência, governador participou de 20 eventos em julho deste ano contra 4 no mesmo mês de 2012

Angela Lacerda / Recife, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2013 | 02h04

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem realizado um número maior de inaugurações neste ano do que em 2012. Em julho, por exemplo, foram vinte. No mesmo mês do ano passado, foram só quatro.

Campos, que articula sua candidatura à Presidência da República nas eleições do ano que vem, inaugurou de poço d'água a abatedouro no mês passado.

"É natural, é um tempo de entrega mesmo", afirmou o governador ao ser questionado ontem pela imprensa se a agenda ultimamente recheada de inaugurações busca aumentar seu cacife como presidenciável.

Campos é o governador mais bem avaliado entre 11 pesquisados pelo Ibope - sondagem do fim do mês passado. Teve queda de aprovação após os protestos de junho, mas manteve índice superior a 50% de ótimo ou bom.

O governador afirmou que sua administração, primeiro, ouviu a população sobre o que era necessário fazer, depois licitou as obras e agora está na fase de inaugurações. "Chegou o tempo de inaugurar muitas obras e outras estão sendo entregues sem que eu mesmo vá", disse o político pernambucano, que preside o PSB nacional, sigla da base aliada da presidente Dilma Rousseff.

As declarações de Campos foram dadas em entrevista concedida depois de ele inaugurar um viaduto no bairro de Ouro Preto, na cidade metropolitana de Olinda. Durante a solenidade, ele ouviu gritos de "presidente". O empresário da construção civil Pedro Roberto da Silva Sobrinho pediu "uma salva de palmas para o melhor governador do Brasil".

Sobrinho disse não ter contratos com o governo ou prefeituras e que não está em campanha pela candidatura presidencial do governador, mas, para ele, Campos "é a melhor alternativa para o Nordeste". Por isso, disse, foi ao local cumprimentá-lo.

'Não há fato'. Sobre especulações a respeito de uma possível intervenção em diretórios estaduais do PSB que não estão alinhados a seu projeto presidencial - Mato Grosso do Sul, Acre, Paraná e Santa Catarina -, a exemplo do que ocorreu em Minas Gerais, Campos disse não ter o que comentar, porque "não há fato para ser comentado".

O governador voltou a afirmar que a mudança em Minas - onde Walfrido Mares Guia, ligado ao governo federal, foi substituído por Julio Delgado, seu aliado - ocorreu a pedido de Mares Guia, que o procurou há seis meses para dizer que sua atividade tinha aumentado muito e ele precisava de mais tempo para se dedicar à vida empresarial. "Dialogamos e chegamos a um nome de consenso, que foi Julio Delgado", disse Campos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.